quinta-feira, 31 de maio de 2012

BIBLIOTECA ESCOLAR Colunas Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros MEDIAÇÃO DA LEITURA E A BIBLIOTECA ESCOLAR

Colunas Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros MEDIAÇÃO DA LEITURA E A BIBLIOTECA ESCOLAR Há muito tempo que já lemos ou ouvimos a respeito deste assunto; muitas pessoas já abordaram, falam e, com certeza, continuarão a tratar do tema, pois ele não se esgota em si. Assim como muitas campanhas educativas, não pode ser discutido sazonalmente. É preciso haver discussões constantes até termos certeza ou sentirmos que, realmente, houve alguma mudança estrutural no nosso modo de ver e agir. Na Revista Educação, de janeiro de 2010, com muita propriedade e conhecimento de causa, Ezequiel Theodoro da Silva também envereda por esse caminho e vai longe no que diz respeito às responsabilidades dos órgãos públicos, em qualquer esfera. Texto esse que já nos havia sido transmitido pelo signatário do site, para nosso deleite, reflexão e diria ainda, preocupação. Vale a pena conhecer. Em meses anteriores, nesta mesma coluna, já foi citado que o caminho mais fácil, adequado e simplificado para ocorrer a mediação da leitura seria, justamente, pela biblioteca escolar. A questão é que além de o número de bibliotecas ser muito aquém do ideal, nos deparamos com a ausência de profissional qualificado para a esperada mediação. É mister salientar que ser “profissional habilitado” nem sempre significa ser um “profissional qualificado”, pois habilitação, todos que se formam a possuem, pelo menos teórica e tecnicamente falando, para exercer a profissão. Porém, nem todos profissionais bibliotecários possuem a qualificação necessária para trabalhar em determinados locais, com atividades diferenciadas, específicas e com públicos diversos. Mediador, segundo Antonio Houaiss é aquele que medeia, intermedeia, intervém, concilia, negocia, e, quantos de nós estamos aptos a ser um? Seria uma leviandade de minha parte encarar esta questão da mediação da leitura como sendo simples. E não é mesmo, pois envolve uma série de particularidades, a começar pelos cursos de biblioteconomia, que ainda, infelizmente, não dispõem de uma grade curricular adequada, para suprir as necessidades de cada tipo de biblioteca e de seus respectivos freqüentadores. Recentemente ministrei uma palestra sobre organização de feira de livros, no CRB 8ª.região. A proposta era a de apresentar dicas, sugestões, levando-se em conta minha experiência de 13 anos na organização das feiras no colégio onde trabalho. O público era composto de alunos e bibliotecários já formados. Dias após, recebi uma mensagem me parabenizando e ao CRB pela iniciativa e pedindo outras palestras, inclusive sobre mediação de leitura, por sentir defasagem desse e outros assuntos em sua formação acadêmica, pois na faculdade são citados de forma superficial. Daí a urgência na revisão de alguns temas a serem incluídos na grade das faculdades de biblioteconomia. Passa pelo poder público que continua com os “olhos vendados”, pelo menos parcialmente, pois a distribuição de livros (acervos) continua e tem seu mérito, porém não complementa o processo com a aprovação de abertura de concursos para provimento do cargo de bibliotecário, sendo este um dos mediadores da leitura em uma Biblioteca Escolar. Como escreve Ezequiel Teodoro da Silva: ”Sem bibliotecas na real acepção da palavra e gente especializada para dinamizá-las, continuaremos a incentivar os governos a não agir.” Outra particularidade da questão mediação da leitura é o próprio profissional, assunto também já debatido nesta coluna anteriormente, que ouso retomar visto que muito ainda há por ser feito, que é a autoformação do bibliotecário. Uma vez que as escolas ainda não suprem totalmente as necessidades, é preciso se informar, se atualizar, “correr atrás”, se reciclar e isso implica muita LEITURA, até mesmo para que possamos obter um senso crítico do que é bom ou nem tão bom para indicação. Em se tratando de Biblioteca Escolar é muito importante que o mediador conheça bem seu acervo e o perfil de seu público. Conhecendo o aluno, o mediador terá condições de saber o grau de dificuldades que ele apresenta, as preferências de assunto e gêneros literários que mais aprecia. Nas séries iniciais a mediação se faz ainda mais presente para orientar a criança no contato com o livro certo, ou seja, com a quantidade de páginas compatíveis com sua capacidade de entendimento, leitura e com o conteúdo adequado à sua idade e ao seu conhecimento. O papel do mediador é deveras complexo, pois cabe a ele a tarefa de oferecer o texto certo, para a pessoa certa, no momento certo e, de acordo com Alessandra Giordano - em seu livro: Contar histórias: um recurso arteterapêutico de transformação e cura, Editora Artes Médicas - “...ao lidarmos com as histórias, estamos trabalhando com a energia arquetípica, que é muito parecida com a eletricidade. Ela pode animar e iluminar, mas, no local errado, na hora errada e na quantidade errada, como qualquer medicamento pode produzir efeitos não desejados.” Então, todo carinho e cuidado na mediação ainda será pouco quando lidamos com leitores em formação e daí deriva a necessidade premente de o mediador, no caso, o bibliotecário, estar atento: aos lançamentos culturais diversos, atualizações literárias; alterações pedagógicas; projetos de cada série e até mesmo a mudanças de comportamento dos alunos. Como exemplo da influência da leitura ou contação de histórias no comportamento de alunos, cito um caso ocorrido conosco, em 2008, com um aluno de 8 anos, no 3° ano do E.F.I, tipificado como extremamente tímido, fechado, tendo muita dificuldade de concentração e de se relacionar com os demais. Temos na grade curricular, desde o Infantil até o 5° ano, aulas de biblioteca. Numa dessas aulas, a professora de biblioteca havia preparado uma contação de história sobre lendas das flores. A aula foi bastante proveitosa, os alunos gostaram muito e aquele em especial não só ficou atento a aula toda, como se emocionou, porém nada se falou a respeito no momento. Alguns dias se passaram e como ele tinha acompanhamento, semanal, de uma psicopedagoga, esta perguntou para a mãe e para a professora de sala sobre um tal livro de flores, que o menino tanto comentou na sessão, dizendo-lhe que havia se identificado muito com uma das lendas contadas pela professora de biblioteca. Conversando mais a respeito descobrimos que a história que ele se referira era sobre o amor-perfeito. “Conta uma lenda que o amor-perfeito nascera perfumado. Escondido nos campos, seu perfume atraía os homens levando-os a procurarem-no, com isso pisoteando todo o prado e destruindo o alimento do gado. Muito triste, a flor chorava e pedia a Deus que a libertasse de seu perfume para salvar as outras plantas e os animais. Seu desejo foi atendido e, desde então, o amor-perfeito só pode ser encontrado por aqueles que o procuram por sua forma e colorido. Assim, essa flor passou a representar o valor próprio de cada um, a reflexão, o pensamento.” (SAMPAIO, Zoraide Camargo. Flores & lendas. São Paulo: Empresa das Artes, 1991.) Não foi preciso muita análise, após a psicopedagoga ter ciência do teor da lenda do amor-perfeito, para entender a mudança de comportamento do aluno. Ela mesma ficou admirada desse trabalho transformador que pode ser a leitura e o incentivou a ler outros livros de conteúdo similar, pois sua auto-estima estava muito baixa e não conseguia reconhecer seus valores. Óbvio que essa foi apenas uma pequena parte no tratamento do menino, porém muito significativa e por isso que mencionamos a questão da importância do conhecimento do público para poder ofertar a leitura adequada. E vale mencionar que o próprio aluno, a partir de então, passou a ler mais e se relacionar melhor com os colegas. São exemplos da importância da leitura na formação das crianças; do papel da mediação e, principalmente da biblioteca escolar, que reúne condições para proporcionar experiências desse tipo para os alunos. Em Outubro de 2009 fizemos um projeto denominado Experiências literárias, nos 4°s e 5°s anos do E.F.I. A proposta era para que quem quisesse falar sobre suas preferências literárias, seus temas preferidos, se manifestassem, por escrito, numa folha própria para esse fim, entregue pela professora de biblioteca, com o objetivo de divulgar e disseminar essas sugestões para os demais alunos. Dentre as várias recebidas, reproduzo abaixo uma, de um aluno do 4° ano, que serve para ilustrar o tema mediação da leitura, aliás, esse aluno em especial é um perfeito mediador, à sua maneira. “Desde pequeno, toda noite, leio uma história com meu pai. É uma delícia ler na cama antes de dormir. Meu tema preferido é sobre histórias antigas, mas esses dias tenho lido sobre coisas mais modernas. O último livro que li é Persépolis. São 4 livros em quadrinhos que contam a vida de uma menina que morava em Teerã. Depois foi sozinha para o Irã. Ela enfrentou a guerra, uma doença no coração, mendigagem e muito sofrimento, mas a gente torce o tempo todo para ela. "Quando eu comecei a ler os livros da biblioteca, o que me incentivou foi a mitologia. Então descobri vários livros de histórias mitológicas. Uma mudança que aconteceu comigo foi que quanto mais eu lia, mais as minhas notas melhoraram. "Os cuidados que eu tomo com os livros são: guardá-los na mala para não esquecer na sala, no carro ou em casa. Uma dica para quem ainda não descobriu o prazer da leitura é começar a ler o que gosta. Eu sugiro pegar: Piratologia, Dragonologia, que além de bonitos são livros bem divertidos.” José Afonso Hackerott – 4° ano B. “Formar leitores exige noções de harmonia para escolher os remendos certos, combiná-los, reuni-los e, assim, causar os contrastes desejados e formar a beleza total da colcha, finalmente pronta, com todos os seus remendos alinhavados e devidamente cerzidos.” (RIBEIRO, Jonas. Colcha de leituras. São Paulo: Mundo Mirim, 2009) (MB) Sobre Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros

A LEITURA: ação consciente e ação inconsciente

A LEITURA: ação consciente e ação inconsciente [Abril/2012] A leitura é uma ação do ser humano que se realiza de maneira consciente. No entanto, nela está inclusa uma ação inconsciente. Para ser mais exato, a leitura não é uma ação, mas um processo, uma vez que não começa, se esgota e termina em um momento. A leitura exige outras ações, como a criação ou exteriorização de ideias, concepções, valores, modos de ver e explicar o mundo de alguém que chamamos autor; o espaço em que é realizada a leitura; os mediadores (tanto os que possibilitam a efetivação do suporte físico, como os que viabilizam a relação entre o texto e o leitor); o momento em que ocorre e, lógico, o leitor. O autor, quando exterioriza suas ideias, o faz a partir de todas as leituras e reflexões realizadas por ele até aquele momento. Além disso, ele expõe parte dessas ideias, aquelas que, para ele, estão mais elaboradas, que possuem uma estrutura, que têm coerência, que possibilitam um entendimento. As reflexões ainda em construção aguardam um outro momento, embora interfiram no que está sendo exteriorizado. No texto final - e neste caso estamos nos atendo ao suporte livro - não estarão apenas aquilo que ele, autor, pretendeu partilhar. Muito do seu inconsciente, muitas de suas verdades estarão, mesmo contra seu desejo, presentes no texto final. Não há controle sobre isso. Quando escrevemos, nos expomos; abrimos o que somos. As entrelinhas contêm, parte das vezes de maneira clara, o que tentamos escamotear. É possível até que as entrelinhas exponham maneiras de pensar opostas às explicitadas no texto. A escolha de determinadas palavras, espaços maiores ou menores para explicar algum aspecto do que está sendo discutido, o vínculo com o pensamento de alguns autores, etc., fornecem formas de entendimento que estão além do texto. Buscar as entrelinhas, alcançar o texto escamoteado inconscientemente pelo autor, além, é claro, da procura pelo entendimento da intencionalidade desse autor, formam, entre outros, a leitura. As editoras e livrarias estão, evidentemente, preocupadas com a leitura, uma vez que esta sustenta sua existência. Apesar disso, têm elas outros interesses, muitos motivados pela necessidade de sobrevivência. As vendas que lhes permitem cobrir despesas e mantê-las vivas, terminam por direcionar suas ações, não especificamente para o conteúdo dos materiais editados e comercializados, mas para a aceitação de determinados textos pelo público. Isso resulta, quando observamos os aspectos de veiculação e circulação de livros, em interferências na leitura. O espaço em que se dá a leitura também é um ponto de influência na leitura. A casa do leitor; a biblioteca; a escola; o transporte, em especial o público; a livraria; o sofá; a cama; o bar; o restaurante; a fila do banco, enfim, os inúmeros locais em que é possível ler, de uma ou outra forma propiciam uma relação do leitor com o texto que pode alterar a recepção. Um local iluminado, bem ventilado, confortável, etc., pode resultar em uma simpatia, em um prazer que outro lugar não propiciaria. O suporte - e vamos lidar apenas com o livro neste momento - exige maiores ou menores esforços para a apropriação do conteúdo de uma obra. Uma mancha de leitura ampla, com pouco espaço de margem; o tamanho da fonte pequena; o espaço entre as linhas muito curto; a qualidade da impressão; a cor do papel (muito ou pouco luminoso); a gramatura do papel; todos esses aspectos, em um livro, determinam esforços para a leitura. Os mediadores também influenciam, e muito, no processo de leitura. Muitas das recordações que temos de leituras passadas, têm vínculos com mediadores. Os pais deitados ou acomodados ao lado da cama, lendo para seus filhos; os professores em sala de aula; fomentadores e animadores de leitura em espaços específicos ou públicos; os bibliotecários nas bibliotecas e nas escolas; em suma, todos os possíveis mediadores de leitura, interferem na relação dos leitores com os suportes de leitura. Por último, e apenas porque estão, aparentemente, em uma das pontas do processo, o leitor. A leitura que realiza em um determinado momento não acontece isoladamente, como um recorte de tempo; ela está vinculada às verdades do leitor, às concepções, ideias, valores, modos de ver, entender e explicar o mundo. A leitura exige a presença de todo o leitor, de toda sua história de vida; ela pede que os interesses imediatos, frutos do conhecimento do leitor e do mundo, se apresentem; ela obriga o leitor a se transformar em co-autor. É importante alertar para o fato de que o leitor não tem o poder de controlar as informações que recebe, muitas são apropriadas de maneira não consciente. Da mesma maneira, a aceitação de determinadas verdades, valores, concepções, etc., fazem parte do que podemos chamar de leitura inconsciente. Cada um dos itens indicados como influenciadores da leitura merecem discussões específicas. Vamos desenvolvê-las nos próximos textos. Sobre Oswaldo Francisco de Almeida Júnior Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Presidente da ABECIN - Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação. Mantenedor do Site Entre em contato com Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, clicando AQUI.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cutter

http://processotecnicoucs.wordpress.com/decisoes/cutter/

Cutter

Cutter A UCS utiliza a Cutter-Sanborn Three-Figure Author Table (1969). As regras básicas de estabelecimento do Cutter para um nome de autor/título são as seguintes: 1. Se as primeiras letras do nome não ocorrerem na tabela, tomem-se as próximas anteriores na ordem alfabética. Exemplo: Detmold= D481 na tabela: Deti D481 Detm… (não tem) Deto D482 2. Biografias (929NOME): Cutter do nome do biografado, conforme a entrada do nome no catálogo de autoridades (100 – Nome pessoal). Exemplo: Pelé. no catálogo de autoridades: 100 1 $a Nascimento, Edson Arantes do, $d 1940- 400 0 $a Pelé Cutter: N244 3. Nomes começando com Mc, M’ e Mac: considerar todos Mac. Exemplos: McCallister = MacCallister – M122 McCartney = MacCartney – M123 M’Clintock = MacClintock – M127 4. Entrada principal pelo título: se houver dois ou mais títulos com números de classificação e Cutter idênticos, diferenciá-los acrescentando outra letra do alfabeto. Ao acrescentar letras, observar o seguinte: - esgotar todas as possibilidades de combinações com 2 letras (tendo o cuidado de deixar em ordem alfabética as edições diferentes de uma mesma obra) Exemplos: Cultura brasileira – 1ª edição, 1997 – C968 Cultura brasileira – 2ª edição, 1997 – C968c Cultura brasileira – 3ª edição, 1997 – C968ca Cultura brasileira – 4ª edição, 1997 – C968cb Cultura brasileira – 5ª edição, 1997 – C968cc 4.1 Artigos iniciais a serem desconsiderados (para obras que tem entrada pelo título): 5. Entrada principal pelo autor: a fim de facilitar a ordenação, especialmente das obras de literatura, a UCS optou por diferenciar obras com a mesma classificação, autor e ano/edição acrescentando outra letra do alfabeto ao Cutter. Exemplo: obras de ficção de Jorge Amado, todas classificadas em 821.134.3(81)-31: Tenda dos milagres – A481ta Tereza Batista cansada de guerra – A481tb Terras do sem fim – A481tc Tieta do agreste – A481td Tocaia grande – A481te Cada título terá ainda a possibilidade de receber mais uma letra caso o complemento data/edição se repita – veja os exemplos abaixo: Tenda dos milagres, editora Rocco, 1999 – A481taa Tenda dos milagres, editora Companhia das Letras, 1999 – A481tab Tenda dos milagres, editora Click, 1999 – A481tac Tieta do agreste, editora Ediouro, 3.ed. – A481tda Tieta do agreste, Companhia Editora Nacional, 3.ed. – A481tdb Tieta do agreste, editora Vecchi, 3.ed. – A481tdc 6. Sobrenomes que começam por prefixos: juntar ao sobrenome mais próximo e considerar uma única palavra. Exemplos: De Santis, Rinaldo na tabela: De D278 Des D441 Di Bernardo, Elza na tabela: Di D536 Dibd D544 Le Fort, Gertrud na tabela: Le L433 Lefo L494 Van Wyk, Carl na tabela: Van V217 Vanw V285 Para facilitar o entendimento de quais sobrenomes devem começar pelo prefixo, utilizamos a tabela abaixo: Idioma Iniciar pelo prefixo Não iniciar pelo prefixo Português (Nomes de origem estrangeira, de acordo com o uso da língua Todos Alemão Am, Im, Vom, Zum, Zur Von, von der, zu Espanhol La, Los De, de las, de les, de los, del Francês La, Le, L’, Des, Du De, d’ Holandês e Flamengo Ver Todos os demais Inglês Todos Italiano A, D’, Da, De, Dell, Della, Di, Li, L Fonte: MEY, Eliane Serrão Alves. SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. São Paulo, Briquet de Lemos, 2009. 217 p. ISBN 858563739-0 7. Nomes de entidades coletivas cuja entrada principal é feita pelo nome na forma abreviada, utilizar o Cutter de acordo com a entrada (110). O mesmo se aplica às entradas por títulos contendo nomes abreviados. Exemplo: IBGE no catálogo de autoridades: 110 2 $a IBGE 410 2 $a Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Cutter: I12 8. Números: utilizar o Cutter como se os números estivessem escritos por extenso (no idioma em que aparecem na obra). Exemplos: 100 anos … = Cem anos… na tabela: Cels C394 1º dia … = Primeiro dia… na tabela: Prime P953 2nd hour of… = Second hour of… na tabela: Seco S445 Recurso adicional: Utilize o software OCLC Dewey Cutter Program para tirar eventuais dúvidas sobre Cutter. Porém, fique atento para o seguinte: - deixe marcada a segunda opção (Cutter-Sanborn Four Figure Table); - o software trabalha com a versão Four Figure da tabela de Cutter-Sanborn, portanto para o estabelecimento de números da Three Figure (utilizada na UCS), desconsidere o útimo número fornecido. Exemplo: Idioma Iniciar pelo prefixo Não iniciar pelo prefixo Português (Nomes de origem estrangeira, de acordo com o uso da língua Todos Alemão Am, Im, Vom, Zum, Zur Von, von der, zu Espanhol La, Los De, de las, de les, de los, del Francês La, Le, L’, Des, Du De, d’ Holandês e Flamengo Ver Todos os demais Inglês Todos Italiano A, D’, Da, De, Dell, Della, Di, Li, Lo Share this: Print Email Twitter4 Facebook25 LinkedIn1

domingo, 27 de maio de 2012

Guia de carreiras: biblioteconomia

08/03/2011 08h00 - Atualizado em 08/03/2011 08h00 http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html Guia de carreiras: biblioteconomia Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários. 'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo. Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8). “Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo. Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.” O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias. Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.” Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos. Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz. Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Dê adeus às bibliotecas

Dê adeus às bibliotecas Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA) Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem doEm tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet. Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo. que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas. Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora. “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.

sábado, 12 de maio de 2012

Teoria da Informação

Exercicios para treinar o cérebro Exercícios para cérebros enferrujados Não deixe de ler.. De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa. Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.. 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5! Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas senão o teu desejo não se realizará... RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRBRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRBRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR Uma vez que encontrares os B Encontra o 1 IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIII1IIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII Uma vez o 1 encontrado.. Encontra o 6 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999699999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 Uma vez o 6 encontrado ...... Encontra o N (É díficil!) MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMNMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM Uma vez o N encontrado... . Encontra o Q.. OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOQOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO Pede 2 desejos! >>>>>> >>>>>> >>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>

sábado, 5 de maio de 2012

Lindos, Lindos



Lindos

Lembranças .... Saudades


Ora-pro-Nobis

Ora-pro-nobis

Ora-pro-nobis Pereskia aculeata, é um cacto e dos bem espinhentos. Nativo da América tropical, pertence ao gênero das Pereskias, o mais primitivo dos cactos, único com folhas desenvolvidas. Estas folhas brilhantes, crocantes, verde-escuras e nutritivas são também deliciosas. Diferente dos cactos modernos, com caules grossos e altamente suculentos, ele é mais fino e fibroso, com grandes espinhos na base das folhas, ou melhor, falsos espinhos chamados de acúleos, daí seu nome P. aculeata, para diferenciar das Pereskias sem acúleos. Machuca igualzinho a um espinho verdadeiro e dos bem afiados. Basta uma temporada de chuva para o pé de ora-pro-nóbis ficar exuberante e, maravilhoso. Enchendo a vista de toda a vizinhança, pois florido fica lindo de se ver.

sexta-feira, 4 de maio de 2012