quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Concurso - Prova - Biblioteconomia - CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006

CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA
CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006

BIBLIOTECONOMIA


(Código 04)

Gabarito Oficial
A


Questão 01: C Questão 11: C Questão 21: C Questão 31: B Questão 41: D Questão 51: C
Questão 02: C Questão 12: A Questão 22: C Questão 32: B Questão 42: C Questão 52: C
Questão 03: D Questão 13: B Questão 23: D Questão 33: D Questão 43: A Questão 53: D
Questão 04: B Questão 14: A Questão 24: A Questão 34: D Questão 44: B Questão 54: D
Questão 05: C Questão 15: A Questão 25: B Questão 35: D Questão 45: D Questão 55: D
Questão 06: D Questão 16: B Questão 26: A Questão 36: B Questão 46: A Questão 56: A
Questão 07: C Questão 17: C Questão 27: D Questão 37: A Questão 47: B Questão 57: B
Questão 08: D Questão 18: B Questão 28: D Questão 38: D Questão 48: B Questão 58: D
Questão 09: B Questão 19: A Questão 29: C Questão 39: A Questão 49: C Questão 59: B
Questão 10: A Questão 20: C Questão 30: B Questão 40: A Questão 50: C Questão 60: A

Belo Horizonte, 14 de outubro de 2005.

CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006

CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA

CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006
Gabarito

Concurso - Prova - Biblioteconomia - CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006

COMANDO DA AERONÁUTICA

DEPARTAMENTO DE ENSINO

CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA

CONCURSO DE ADMISSÃO AO EAOT 2006

PROVAS ESCRITAS DE BIBLIOTECON0MIA


VERSÃO “A”

CÓDIGO DE ESPECIALIDADE: 04

DATA DE APLICAÇÃO: 11 SET 2005

ATENÇÃO! SÓ ABRA ESTE CADERNO APÓS RECEBER AUTORIZAÇÃO.


BOA PROVA!!

Língua Portuguesa
INSTRUÇÃO: As questões de 01 a 10 relacionam-se com o texto abaixo. Leia atentamente todo o texto antes de responder a elas.

CEM ANOS DE EINSTEIN


O físico alemão Albert Einstein dispensa apresentações. Mesmo quem não compreende
o que seja a teoria da relatividade reconhece o velhinho de cabeleira branca, olhos marotos e língua de fora. A famosa língua e a não menos famosa fórmula E = mc2 decoraram mais camisetas e pôsteres do que seria possível imaginar, considerando-se a complexidade do que representam.

10 No ano que vem, completa-se um século desde o “ano milagroso” de Einstein, centenário que deve ser comemorado no mundo inteiro.
Em 1905, fora da Universidade, que era seu grande sonho, e ainda trabalhando como
15
analista do escritório de patentes da Suíça, o jovem físico desenvolveu três de seus artigos seminais. Publicados no Annalen der Physik, apresentavam a teoria da relatividade espe-cial, o conceito dos quanta de luz e hipóteses
20
sobre a movimentação das moléculas. Além desses, escreveu mais dois artigos no
mesmo ano. E, claro, continuou a escrevê-los. A equação E = mc2 surgiu em 1907,
reformulada de um trabalho também do ano milagroso, e a teoria da relatividade
geral foi apresentada em 1916. Cientistas já declararam 2005 o “Ano da Física”,
resolução aceita pela ONU e que deve ser seguida por outras entidades.

25 ....................................................................................................................................
Einstein não se limitava a elaborar hipóteses científicas. Era um homem do
mundo. Gênio raro e preocupado com as questões de seu tempo, usou seu prestígio
e influência para protestar contra o militarismo e pedir por justiça. Deixou marcas
muito além dos limites da ciência, modificando também a história mundial. Ainda

30
que indiretamente, foi um dos responsáveis pelo Projeto Manhattan e a conseqüente
fabricação da bomba atômica. Revoltado, teria dito que, se soubesse que suas teorias
causariam o terror que foi Hiroshima, teria preferido ser sapateiro.

Transformou-se em ícone de cientista. Muito além dos traços caricatos, reconhecíveis
pelos cabelos sempre em estado de choque, evoca a imagem do ser pro35
fundamente imerso em suas hipóteses e elucubrações, sem deixar de lado a gentileza e a atenção com o resto do mundo.

KNAPP, Laura. Scientific American Brasil, ano 3, n. 29, out. 2004, p.5. (Texto adaptado)

Questão 01

Considerando-se as informações do texto, é CORRETO afirmar que, em 2005, se comemora
o centenário
A) da criação da famosa equação E = mc2 .
B) da entrada de Einstein numa Universidade.
C) do chamado ano milagroso de Einstein.
D) do nascimento do físico Einstein.


Questão 02

Considerando-se as informações do texto, é CORRETO afirmar que Einstein

A) era unicamente um elaborador de teorias.
B) evitou envolver-se em questões sociais.
C) publicava artigos científicos considerados valiosos.
D) trabalhou sempre em instituições universitárias.


Questão 03

“A famosa língua e a não menos famosa fórmula E = mc2 decoraram mais camisetas e
pôsteres do que seria possível imaginar...” (linhas 5-8)

Considerando-se as informações desse trecho, é CORRETO afirmar que Einstein e sua
criação

A) encarnavam a revolta popular.
B) ilustravam uma corrente estética.
C) representavam o poder jovem.
D) se tornaram muito conhecidos.

Questão 04

Considerando-se as informações do texto, é CORRETO afirmar que o Projeto Manhattan
se relacionou com

A) a criação do ano da Física.
B) a fabricação da bomba atômica.
C) o prestígio político de Einstein.
D) o protesto contra injustiças.


Questão 05

“... teria dito que, se soubesse que suas teorias causariam o terror que foi Hiroshima, teria
preferido ser sapateiro.” (linhas 31-32)

É CORRETO afirmar que, nesse trecho, Einstein é mostrado como um homem

A) alienado.
B) atento.
C) inconformado.
D) irredutível.


Questão 06

“Transformou-se em ícone de cientista.” (linha 33)
É CORRETO afirmar que a expressão destacada nessa frase quer dizer

A) cientista correto.
B) figura grotesca.
C) pessoa inteligente.
D) profissional emblemático.

Questão 07

“Muito além dos traços caricatos, reconhecíveis pelos cabelos sempre em estado de choque,
evoca a imagem do ser profundamente imerso em suas hipóteses...” (linhas 33-35)

É CORRETO afirmar que a expressão destacada nesse trecho significa

A) descuidados.
B) envelhecidos.
C) eriçados.
D) quebradiços.

Questão 08

“Muito além dos traços caricatos [...] evoca a imagem do ser profundamente imerso em
suas hipóteses...” (linhas 33-35)

É CORRETO afirmar que a palavra destacada nessa frase veicula uma idéia de

A) direção.
B) intenção.
C) lugar.
D) modo.

Questão 09

“... teria dito que, se soubesse que suas teorias causariam o terror que foi Hiroshima, teria preferido ser sapateiro.” (linhas 31-32)

É CORRETO afirmar que o termo destacado nessa frase sugere uma idéia de

A) adição.
B) condição.
C) consecução.
D) explicação.

Questão 10

“... teria dito que, se soubesse que suas teorias causariam o terror que foi Hiroshima,
teria preferido ser sapateiro.” (linhas 31-32)

Considerando-se as formas verbais destacadas nessa frase, é CORRETO afirmar que todas
estão flexionadas

A) na mesma voz.
B) no mesmo modo.
C) no mesmo número.
D) no mesmo tempo.

INSTRUÇÃO: As questões de 11 a 30 relacionam-se com o texto abaixo. Leia atentamente
todo o texto antes de responder a elas.

EINSTEIN & NEWTON: gênios da mesma lâmpada

É possível medir o gênio de Albert Einstein?

Sob muitos aspectos, não é. Se retrocedermos através dos séculos, passando por
figuras como James Clerk Maxwell, Ludwig Boltzmann, Charles Darwin e Louis
Pasteur, teremos de chegar a Isaac Newton antes de encontrar outro ser humano cujas
realizações científicas sejam comparáveis às de Einstein. Antes de Newton, pode ser
que não haja ninguém desse nível.
Ambos os cientistas tinham intelectos que os levaram a dominar todos os campos
conhecidos de suas disciplinas e a ir além. Newton inventou o cálculo, formulou
as leis da mecânica e do movimento, propôs uma teoria universal da gravitação.
Einstein nos legou a fundação para os dois “edifícios” da Física Moderna, a relatividade especial e a mecânica quântica, e criou uma nova teoria da gravitação.
.......................................................................................................................................

Isaac Newton e Albert Einstein deixaram legados profundos. Newton superou a
idéia de que algumas áreas do conhecimento eram inacessíveis à mente humana, en15
raizada por séculos na cultura ocidental. Antes de Newton, acreditava-se que a humanidade poderia compreender apenas o que Deus permitiu revelar. Adão e Eva forambanidos do Éden por terem comido da árvore do conhecimento. Zeus acorrentou
Prometeu num rochedo quando ele deu o fogo, um segredo dos deuses, a um mortal.
Quando Adão, no Paraíso Perdido, de John Milton, questionou o anjo Rafael sobre a
20 mecânica celeste, Rafael lhe deu uma vaga idéia e então disse que “o resto, de homens ou de anjos o grande Arquiteto sabiamente o ocultou”. Todas essas limitações
foram abolidas com o monumental trabalho de Newton, os Principia (1687). Nessa
obra, o cientista examinou todos os fenômenos do mundo físico conhecido: dos pêndulos
às molas, dos cometas às grandes trajetórias dos planetas. Depois de Newton, a
divisão entre o espiritual e o físico ficou mais clara. Este último se tornou cognoscível para os seres humanos.
Einstein, com seus extraordinários e aparentemente absurdos postulados sobre a
relatividade especial, demonstrou que as grandes verdades da natureza não podem ser
alcançadas apenas pela observação do mundo externo. Em vez disso, os cientistas
devem, algumas vezes, começar a inventar, dentro de suas próprias mentes, hipóteses
e sistemas lógicos que, somente mais tarde, poderão ser testados experimentalmente.
Toda a nossa experiência nos faz pensar que o tempo flui uniformemente, embora
isso não seja verdade. A Física Moderna tem avançado para uma compreensão da
natureza além da percepção sensorial e da experiência humana, ensinando que nosso
bom senso pode estar errado. Einstein subverteu séculos de um pensamento fundamentado
na supremacia do estudo empírico e da experiência. Ele também contestou o
famoso dito de Newton: Hypotheses non fingo (“Não imagino nenhuma hipótese”),
no qual o cientista inglês afirmava que não era um filósofo como Aristóteles, mas um
cientista que baseava suas teorias nos fatos observados.
40 Em sua autobiografia, Einstein expressou seu distanciamento de Newton da seguinte
maneira: “Newton, perdoe-me; você descobriu o único caminho possível para
um homem de sua época com idéias tão elevadas e tal poder criativo. Os conceitos
que criou ainda hoje guiam nossas idéias sobre a física; entretanto agora sabemos que
esses conceitos devem ser substituídos por outros, mais distantes da esfera da experiência imediata”.
Numa introdução da edição de 1931 da Óptica, de Newton, Einstein escreveu:
“A natureza, para ele, era um livro aberto [...] Em uma mesma pessoa, conviviam o
pesquisador, o teórico, o mecânico e também o artista [...] Diante de nós, ele permanece forte, incontestável e solitário”. Se Newton pudesse ressurgir do passado, por truque proibido de viagem no tempo, provavelmente proferiria palavras semelhantes
sobre Einstein.
LIGTMAN, Alan. Scientific American Brasil, ano 3, n. 29, out. 2004, p. 102-103. (Texto adaptado)

Questão 11
É CORRETO afirmar que, no título do texto — “Einstein & Newton: gênios da mesma
lâmpada” —, se faz alusão a
A) um romance medieval.
B) uma fábula grega.
C) uma narrativa fantástica.
D) uma peça de teatro.

Questão 12

É CORRETO afirmar que o texto apresentado está estruturado com base em uma

A) comparação.
B) contestação.
C) enumeração.
D) reiteração.

Questão 13

“Antes de Newton, pode ser que não haja ninguém desse nível.” (linhas 5-6)
É CORRETO afirmar que o “nível” mencionado nessa frase é atribuído, no texto,
A) a Darwin, a Pasteur, a Maxwell e a Boltzmann.
B) a Isaac Newton e a Albert Einstein.
C) aos cientistas que precederam Einstein.
D) aos cientistas que precederam Newton.

Questão 14

“Antes de Newton, acreditava-se que a humanidade poderia compreender apenas o que
Deus permitiu revelar.” (linhas 15-16)

É CORRETO afirmar que a informação contida nessa frase é ilustrada, no texto lido, por meio de
A) exemplos.
B) fórmulas.
C) objeções.
D) teorias.

Questão 15

“Nessa obra, o cientista examinou todos os fenômenos do mundo físico conhecido: dos
pêndulos às molas, dos cometas às grandes trajetórias dos planetas.” (linhas 23-24)

Considerando-se as informações desse trecho, é CORRETO afirmar que a obra de
Newton é qualificada como

A) abrangente.
B) dispersa.
C) hermética.
D) homogênea.

Questão 16

“... os cientistas devem, algumas vezes, começar a inventar, dentro de suas próprias
mentes, hipóteses e sistemas lógicos...” (linhas 29-31)

Considerando-se as informações dessa frase, concernentes ao pensamento de Einstein, é
CORRETO afirmar que este admitia, mesmo no campo da ciência,
A) a adivinhação.
B) a criatividade.
C) o relativismo.
D) o unilateralismo.

Questão 17

“Não imagino nenhuma hipótese.” (linhas 37-38)

É CORRETO afirmar que, nessa frase atribuída a Newton, se explicita a idéia de que ele
formulava suas hipóteses

A) desenvolvendo trabalho de outros cientistas.
B) extraindo conclusões de descobertas antigas.
C) fundamentando-as em observações concretas.
D) retirando suas idéias do acervo cultural popular.

Questão 18

Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que, em relação a certas idéias de
Newton, Einstein foi um

A) acusador.
B) contestador.
C) delator.
D) detrator.

Questão 19

Assinale a alternativa em que a frase transcrita se reporta CORRETAMENTE a Einstein.

A) ... demonstrou que as grandes verdades da natureza não podem ser alcançadas apenas
pela observação do mundo externo.
B) ... não era um filósofo [...] mas um cientista que baseava suas teorias nos fatos observados.
C) Os conceitos que criou ainda hoje guiam nossas idéias sobre a física...
D) ... superou a idéia de que algumas áreas do conhecimento eram inacessíveis à mente
humana...

Questão 20

Assinale a alternativa em que a frase transcrita NÃO contém um conectivo que introduz
uma oração sugerindo uma idéia de oposição.

A) Ele também contestou o famoso dito de Newton [...] no qual o cientista inglês afirmava que não era um filósofo [...] mas um cientista...
B) ... entretanto agora sabemos que esses conceitos devem ser substituídos por outros...
C) Se Newton pudesse ressurgir do passado [...] provavelmente proferiria palavras semelhantes sobre Einstein.
D) Toda a nossa experiência nos faz pensar que o tempo flui uniformemente, embora
isso não seja verdade.

Questão 21

Assinale a alternativa em que a palavra destacada NÃO exerce a mesma função que as
outras, nos períodos em que se inserem.

A) Antes de Newton, acreditava-se que a humanidade poderia compreender apenas o que
Deus permitiu revelar.
B) Antes de Newton pode ser que não haja ninguém desse nível.
C) ... o cientista inglês afirmava que não era um filósofo [...] mas um cientista que baseava suas teorias nos fatos observados.
D) Toda a nossa experiência nos faz pensar que o tempo flui uniformemente...

Questão 22

1. “A natureza, para ele, era um livro aberto...” (linha 47)
2. “Diante de nós [...] ele permanece forte, incontestável e solitário.” (linhas 48-49)
3. “... conviviam o pesquisador, o teórico, o mecânico e também o artista...” (linhas 4748)
4. “Newton, perdoe-me...” (linha 41)
É CORRETO afirmar que o uso da vírgula obedece ao mesmo critério nas frases

A) 1 e 2.
B) 1 e 4.
C) 2 e 3.
D) 2 e 4.

Questão 23

Assinale a alternativa em que a frase transcrita NÃO contém uma palavra que indica indefinição.

A) ... esses conceitos devem ser substituídos por outros...
B) Nessa obra, o cientista examinou todos os fenômenos do mundo físico conhecido...
C) ... os cientistas devem, algumas vezes, começar a inventar hipóteses...
D) Se Newton pudesse ressurgir do passado [...] proferiria palavras semelhantes...

Questão 24

“Antes de Newton, pode ser que não haja ninguém desse nível.” (linhas 5-6)

É CORRETO afirmar que, preservando-se integralmente o sentido original dessa frase, a
forma verbal nela destacada pode ser adequadamente substituída por

A) exista.
B) existe.
C) existiria.
D) existisse.

Questão 25

“Antes de Newton, acreditava-se que a humanidade poderia compreender apenas o que
Deus permitiu revelar.” (linhas 15-16)

É CORRETO afirmar que, na ordem em que as cinco formas verbais destacadas aparecem
nessa frase, suas vogais temáticas são, respectivamente,

A) a / e / e / i / e.
B) a / e / e / i / a.
C) e / e / i / e / e.
D) e / i / e / a / a.

Questão 26

“Zeus acorrentou Prometeu num rochedo quando ele deu o fogo, um segredo dos deuses,
a um mortal.” (linhas 17-19)

É CORRETO afirmar que o pronome destacado nessa frase se refere a

A) “Prometeu”.
B) “um mortal”.
C) “um segredo”.
D) “Zeus”.
Questão 27

“Depois de Newton, a divisão entre o espiritual e o físico ficou mais clara.” (linhas 2425)

É CORRETO afirmar que, nessa frase, preenche(m) a função de substantivo

A) apenas uma palavra.
B) duas palavras.
C) três palavras.
D) quatro palavras.

Questão 28

“Einstein, com seus extraordinários e aparentemente absurdos postulados sobre a relatividade
especial, demonstrou que as grandes verdades da natureza não podem ser alcança-
das apenas pela observação do mundo externo.” (linhas 27-29)

É CORRETO afirmar que, nessa frase, qualificam um substantivo

A) duas palavras.
B) três palavras.
C) quatro palavras.
D) mais de quatro palavras.
Questão 29

“Toda a nossa experiência nos faz pensar que o tempo flui uniformemente, embora isso
não seja verdade.” (linhas 32-33)

É CORRETO afirmar que o pronome destacado nessa frase se refere, especificamente,

A) à experiência dos homens com o tempo.
B) ao fato de os homens pensarem no tempo.
C) ao fluir uniforme do tempo para os homens.
D) aos pensamentos dos homens sobre o tempo.

Questão 30

“A Física Moderna tem avançado para uma compreensão da natureza além da percepção
sensorial...” (linhas 33-34)

Considerando-se os substantivos que aparecem nessa frase, é CORRETO afirmar que

A) apenas um deles é dissílabo.
B) apenas dois deles são polissílabos.
C) apenas três deles são polissílabos.
D) apenas três deles são trissílabos.


Conhecimentos Especializados
INSTRUÇÃO: A gestão de uma Unidade de Informação exige inúmeras tomadas de decisão.
As questões de 31 a 35 referem-se a decisões inerentes a funções específicas de uma biblioteca.

Questão 31

É CORRETO afirmar que, entre as decisões referentes à função armazenamento,
NÃO se inclui

A) a escolha de mecanismos de segurança para os documentos.
B) a indicação do número de exemplares necessários.
C) a seleção do mobiliário adequado para acondicionamento da coleção.
D) a utilização racional do espaço físico.


Questão 32

É CORRETO afirmar que, entre as decisões referentes à função aquisição, NÃO se inclui


A) a adoção de processo direto ou indireto de compra.
B) a decisão sobre incorporação de documentos doados.
C) a distribuição eqüitativa dos recursos financeiros.
D) a participação em programas de aquisição cooperativa.


Questão 33

É CORRETO afirmar que, entre as decisões referentes à função desbastamento e descarte, NÃO se inclui

A) a definição de normas para utilização dos documentos armazenados nos depósitos.

B) a definição sobre a não-permanência de determinado documento no acervo da biblioteca.

C) a determinação de prazo médio para permanência dos documentos no depósito.

D) a indicação de rotinas para registro dos itens encomendados.

Questão 34

É CORRETO afirmar que, entre as decisões referentes à função avaliação de coleções,
NÃO se inclui

A) a definição dos critérios a serem observados.
B) a escolha da metodologia a ser adotada.
C) a identificação de documentos que devem ser descartados.
D) a seleção do instrumento que servirá de base para a catalogação.

Questão 35

É CORRETO afirmar que, entre as decisões referentes à função organização da coleção,
NÃO se inclui

A) a definição dos instrumentos para controle da terminologia de assuntos.
B) a definição sobre o software para tratamento e recuperação de informação.
C) o arranjo e a organização dos catálogos internos.
D) o estabelecimento de prioridades em relação ao idioma.


Questão 36

É CORRETO afirmar que, entre as funções referentes ao processo de formação e desenvolvimento
de coleções, NÃO se inclui

A) a avaliação do acervo.
B) a escolha do sistema de circulação.
C) a seleção de documentos.
D) o desbastamento e o descarte de itens.

Questão 37

Considerando-se o armazenamento de dados em um sistema de informação, é
CORRETO afirmar que

A) as bases de dados são coleções integradas de dados, gerenciadas de forma a atender a diferentes necessidades de seus usuários.

B) os metadados são sistemas que geram e operam bases de dados, mantendo os programas
necessários para essa finalidade.

C) os modelos de dados são dispositivos de codificação de instruções relativas a informações contidas na base de dados, que dizem respeito a um documento ou item.

D) os sistemas de gerenciamento de bases de dados são técnicas para descrição formal de dados que especificam as regras segundo as quais os dados são estruturados.

Questão 38

Considerando-se os tipos de bases de dados, é INCORRETO afirmar que

A) as de dados bibliográficos incluem citações ou referências bibliográficas e informam ao usuário sobre o que foi publicado sobre determinado assunto.

B) as de dados catalográficos relacionam os documentos do acervo de determinada biblioteca ou rede de bibliotecas, porém não proporcionam acesso ao texto integral desses documentos.

C) as de dados de fontes referenciais oferecem uma indicação para se chegar a informações adicionais —, como nomes e endereços de instituições e outros dados típicos de cadastros.

D) as de dados de fontes remetem o usuário a outra fonte —, como um documento, uma
pessoa jurídica ou física —, para que obtenha acesso ao texto completo de um documento.

Questão 39

Analise estas afirmativas concernentes às etapas da indexação de assuntos:

I. A análise conceitual implica decidir do que trata um documento — isto é, qual o seu assunto.
II. A tradução envolve a conversão da análise conceitual de um documento num determinado conjunto de termos de indexação.
III. Na indexação, a etapa de análise conceitual é influenciada pelas características do vocabulário a ser usado na etapa de tradução.
A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 40

Analise estas afirmativas concernentes a sistemas de recuperação de informação:

I. Um sistema de recuperação da informação que permite buscas que combinem os termos
em qualquer seqüência é denominado pós-coordenado.
II. Num sistema pós-coordenado de indexação, todo termo atribuído a um documento
tem peso igual — nenhum tem mais importância do que o outro.
III.Os sistemas pré-coordenados de indexação preservam a multidimensionalidade das
relações entre os termos por meio do uso de arquivos invertidos.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 41

É CORRETO afirmar que, entre os fatores que influem na coerência da indexação, NÃO
se inclui

A) a especificidade do vocabulário.
B) a extensão do item a ser indexado.
C) a quantidade de termos atribuídos.
D) o nível da descrição bibliográfica.

Questão 42

Analise estas afirmativas concernentes à Classificação Decimal Universal (CDU):

I. É administrada pela Library of Congress, que coordena as propostas de desenvolvimento do sistema e edita a publicação em vários idiomas.
II. É um sistema de conceitos hierarquicamente estruturados em grandes classes, destinado à classificação dos suportes físicos de registro do conhecimento.
III.Foi projetada por dois humanistas belgas, Paul Otlet e Henri La Fontaine, como instrumento de arranjo de uma bibliografia universal.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 43

Analise estas afirmativas concernentes a tabelas auxiliares da CDU:

I. Têm como função acrescentar detalhes e especificar, cada vez mais, os conceitos representados pelas notações principais.
II. Têm números auxiliares suscetíveis de combinações variadas entre si e com os conceitos representados pelos números das classes principais.
III.Têm seu uso restrito às classes em que vêm listadas e a alguns contextos especiais.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 44

É CORRETO afirmar que a CDU tem como características fundamentais


A) a decimalidade, a especialidade, o caráter hierárquico e o caráter analítico-sintético.
B) a decimalidade, a universalidade, o caráter hierárquico e o caráter analítico-sintético.
C) a especificidade, a individualidade, o caráter enumerativo e o caráter analítico-sintético.
D) a totalidade, a rigorosidade, o caráter universal e o caráter multifacetado.

Questão 45

Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, associando corretamente os símbolos
da CDU à respectiva finalidade:

COLUNA I COLUNA II
1. “ (aspas) ( ) Unir dois ou mais números não-consecutivos do
sistema para os quais não há notação pronta na
tabela.
2. / (barra oblíqua) ( ) Unir o primeiro e o último de uma série de números
consecutivos para formar uma categoria ou
3. : (dois pontos) conceito abrangente não indicado na tabela.
( ) Indicar a existência de relações recíprocas entre
4. + (mais) dois ou mais assuntos representados tanto pelos
números principais quanto pelos auxiliares de lugar.
( ) Representar conceitos associados com as mais variadas
manifestações do fenômeno tempo, em suas
várias dimensões e medidas.

Assinale a alternativa que apresenta a seqüência de números CORRETA.

A) (1) (2) (3) (4)
B) (2) (3) (1) (4)
C) (3) (4) (1) (2)
D) (4) (2) (3) (1)

Questão 46

Analise estas afirmativas referentes a bases de dados:

I. Os campos de tamanho fixo são adequados para ser usados com códigos cuja extensão
da informação é igual em cada registro.
II. Os campos de tamanho fixo são previsíveis, permitindo armazenamento econômico da
informação.
III.Os campos de tamanho variável são usados para interligar arquivos similares, com
relações definidas entre si.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 47

Analise estas afirmativas referentes a processos de indexação e redação de resumos e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas:

( ) As atividades de indexação e redação de resumos são intimamente relacionadas, pois ambas implicam a preparação de uma representação do conteúdo temático do documento.

( ) O indexador redige uma descrição narrativa do documento, com o objetivo de reunir
ou ligar termos cujos significados apresentem uma relação mais estreita entre si.

( ) O resumidor descreve o conteúdo de um documento, empregando um ou vários termos
de indexação selecionados de algum tipo de vocabulário controlado.

( ) Os métodos de indexação e redação automática de resumos baseiam-se, grande-
mente, em critérios estatísticos — como, por exemplo, a contagem de ocorrência de
palavras no texto.

Assinale a alternativa que apresenta a seqüência de letras CORRETA.

A) (F) (V) (F) (F)
B) (V) (F) (F) (V)
C) (V) (F) (V) (V)
D) (V) (V) (V) (V)

Questão 48

É CORRETO afirmar que, entre os dispositivos de precisão utilizados para controle da
linguagem de indexação, NÃO se inclui(em)

A) a ponderação.
B) o controle de sinônimos.
C) os elos.
D) os indicadores de função.

Questão 49

Analise este resumo:

Foram feitas entrevistas telefônicas em 1985 com 655 norte-americanos selecionados
por amostragem probabilística. Expressam-se opiniões sobre se: 1) a formação de um
Estado palestino é essencial para a paz na região; 2) deve ser reduzida a ajuda norte-americana a Israel e ao Egito; 3) os Estados Unidos devem a) participar de uma conferência de paz que inclua a OLP, b) não favorecer nem Israel nem as nações árabes, c) manter relações amistosas com ambos. Os entrevistados indicaram se estavam suficientemente informados sobre os vários grupos nacionais da região.

LANCASTER. Indexação e resumos: teoria e prática. p. 101.

A partir dessa análise, é CORRETO afirmar que se trata de um exemplo de resumo

A) crítico.
B) estruturado.
C) indicativo.
D) modular.

Questão 50

Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, associando corretamente cada fator
a ser considerado na ordenação dos registros recuperados em uma busca na Internet

ao respectivo critério:
COLUNA I1. Localização (
COLUNA II
) Termos que ocorrem muito distantes um do outro têm peso
menor que os que estão perto um do outro.
2. Ordem ( ) Termos que ocorrem no título têm mais peso que aqueles
que estão em outra parte do documento.
3. Proximidade ( ) O termo inserido em primeiro lugar pelo consulente recebe
um peso maior que os subseqüentes.
4. Raridade ( ) Termos que ocorrem poucas vezes na base de dados têm
probabilidade de alcançar escore mais elevado.

Assinale a alternativa que apresenta a seqüência de números CORRETA.

A) (1) (2) (3) (4)
B) (2) (3) (4) (1)
C) (3) (1) (2) (4)
D) (4) (2) (1) (3)

Questão 51

É CORRETO afirmar que, entre os elementos que influenciam na precisão do reconhecimento
de fala na recuperação de documentos falados, NÃO se inclui

A) a qualidade dos dados acústicos de preparação.
B) a quantidade e o gênero dos diferentes falantes.
C) o conhecimento bibliográfico prévio.
D) o ambiente de gravação dos documentos.

Questão 52

Analise estas afirmativas referentes ao Machine Readable Cataloging Record (MARC):

I. Cada um dos campos principais contém dois indicadores de campo, usados para identificar a entrada principal do documento.
II. Emprega um formato de diretório para lidar com campos de tamanho variável e de
tamanho fixo.
III.Os campos que contêm os dados bibliográficos são todos de tamanho variável, sendo, também, precedidos por um parágrafo de três caracteres.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 53

Analise estas afirmativas referentes aos arquivos de autoridade:

I. Controlam a forma do termo de indexação dos cabeçalhos de autor e dos termos de
indexação de assunto dos registros bibliográficos.
II. O arquivo de autoridade de assuntos pode ter a forma de tesauro, mostrando toda a
gama de empregos dos termos relacionados, específicos e genéricos.
III.Os registros dos arquivos de autoridade podem ser criados localmente ou extraídos de arquivos disponíveis em outras instituições.

A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 54

Analise este trecho:

Também é da boa prática o bibliotecário e o consulente avaliarem juntos o “produto”
da pesquisa, e que ambos o aprovem antes de chegar de comum acordo à conclusão
de que o processo foi concluído.

GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência, p. 54.

A partir dessa análise, é CORRETO afirmar que, nesse trecho, o autor faz referência à
etapa do processo de referência denominada

A) estratégia de busca.
B) necessidade de informação.
C) questão negociada.
D) solução.

Questão 55

Analise estas afirmativas concernentes ao impacto da informática nos catálogos de acesso público:

I. A amplitude do uso compartilhado de registros catalográficos significou tanto o compartilhamento de experiência profissional quanto uma redução do trabalho de catalogação.
II. Os registros catalográficos passaram a ser o registro bibliográfico fundamental do sistema de gerenciamento de bibliotecas, sendo utilizados, também, pelos diferentes subsistemas da biblioteca.
III.A disponibilidade de catálogos coletivos contribuiu para empréstimo entre bibliotecas, políticas de aquisição cooperativa e iniciativas de armazenamento cooperativo mais eficazes.
A partir dessa análise, pode-se concluir que

A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D) as três afirmativas estão corretas.

Questão 56

Considerando-se o que determina a NBR 6023 – Informação e documentação: referência

– elaboração, é CORRETO afirmar que os elementos complementares na elaboração de
referências de monografias, no todo, são
A) descrição física, série, número do ISBN e notas.
B) edição, série, número do ISBN e tradutor.
C) editora, número do ISBN, tradutor e notas.
D) local de publicação, número do ISBN, série e ilustrador.

Questão 57

Considerando-se o que determina a NBR 6021 – Informação e documentação – publicação
periódica científica impressa – apresentação, é CORRETO afirmar que, entre os
elementos que a folha de rosto de uma publicação periódica deve conter NÃO se inclui(
em)

A) a legenda bibliográfica.
B) as instruções editoriais.
C) o código de ISSN.
D) o título da publicação.

Questão 58

Considerando a categorização das questões de referência, assinale a alternativa em que o exemplo de consulta de localização de fatos está INCORRETO.

A) Como se chama o medo de altura?
B) Já se usavam cintos de segurança em 1920?
C) Quantos ossos tem o corpo humano?
D) Você tem um dicionário especializado em Aeronáutica?

Questão 59

Considerando o que determina a NBR 6029 – Informação e documentação – livros e folhetos
– apresentação, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, associando
corretamente cada conceitos à respectiva descrição:

COLUNA I COLUNA II
1. Citação ( ) Indicação, no final do livro, de nome do impressor, local e
data de impressão.
2. Colofão
( ) Texto explicativo conciso, em que se descreve uma ilustração,
3. Glossário tabela, quadro e outros.
4. Legenda
( ) Menção, no texto, de informação extraída de outra fonte.
( ) Lista alfabética de palavras ou expressões técnicas utilizadas
no texto, acompanhadas das respectivas definições.

Assinale a alternativa que apresenta a seqüência de números CORRETA.

A) (1) (2) (3) (4)
B) (2) (4) (1) (3)
C) (3) (1) (2) (4)
D) (4) (2) (3) (1)

Questão 60

Considerando-se as aplicações de recuperação da informação, é CORRETO afirmar que,
entre as características de interfaces gráficas que facilitam o processo de busca, NÃO se inclui

A) a especificação dos campos dos registros catalográficos.
B) a facilidade de navegação em diferentes menus.
C) a possibilidade de clicar em “vínculos” de hipertexto.
D) o emprego de interfaces visualmente atraentes.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DECLARACIÓN DE MURCIA SOBRE LA ACCIÓN SOCIAL Y EDUCATIVA DE LAS BIBLIOTECAS PUBLICAS EN TIEMPOS DE CRISIS [Março/2010]

DECLARACIÓN DE MURCIA SOBRE LA ACCIÓN SOCIAL Y EDUCATIVA DE LAS BIBLIOTECAS PUBLICAS EN TIEMPOS DE CRISIS
[Março/2010]

Los participantes en las Jornadas “La acción social y educativa de las bibliotecas públicas en tiempo de crisis”, realizadas los días 18 y 19 de febrero de 2010 en la Biblioteca Regional de Murcia, acuerdan difundir la siguiente Declaración:

1. Las bibliotecas realizan una función social y educativa, de apoyo a las personas y comunidades en todo momento. Pero, particularmente, pueden ser un recurso fundamental de inclusión y promoción social cuando la crisis económica incrementa el número de personas en paro, precariedad laboral, vulnerabilidad o exclusión social.

2. Hay numerosos proyectos, experiencias y buenas prácticas de servicios bibliotecarios orientados a la formación de competencias básicas, capacitación laboral y apoyo al aprendizaje permanente. Con ello las bibliotecas demuestran su poder de promoción y generación de oportunidades para las personas.

3. La realización de servicios y proyectos de formación laboral por parte de las bibliotecas se debe llevar a cabo en colaboración y alianza con todo tipo de organismos de promoción laboral e integración social, así como con todas las organizaciones de la sociedad civil preocupadas por la inclusión social.

4. En tiempos de crisis las bibliotecas deben reivindicar tanto el mantenimiento de sus presupuestos públicos como buscar fuentes y oportunidades alternativas de financiación (fundraising), manteniendo su independencia y principios.

5. Es imprescindible la formación del personal de las bibliotecas como mediador de los procesos del aprendizaje. Esta formación debe estar presente tanto en la formación inicial universitaria de los titulados en Biblioteconomía, como en los planes de formación permanente de los bibliotecarios en ejercicio.

6. Los profesionales de las bibliotecas tienen el compromiso ético y deontológico de contribuir al acceso, uso y comunicación de la información por parte de todos, de acuerdo con las declaraciones de los derechos humanos, y su labor informativa y educativa contribuye a posibilitar y extender el ejercicio real de estos derechos.

7. Hay que transmitir y hacer que la sociedad conozca la función de la biblioteca como institución de formación permanente, inclusión social y puerta de acceso a la sociedad de la información para todos.

8. Consideramos que el aprendizaje a lo largo de la vida es una necesidad para todos los ciudadanos, y que por ello debe considerarse un servicio fundamental de las bibliotecas públicas.

9. La biblioteca debe atender especialmente las necesidades inclusivas y educativas de las personas y colectivos más vulnerables en el contexto en que su ubiquen: infancia, personas sin estudios, minorías inmigrantes, personas con discapacidad, personas sin recursos, en paro, mayores, etcétera. Con ello contribuye a compensar las desigualdades sociales existentes para acceder al conocimiento y la información.

10. La planificación estratégica y la anticipación de las necesidades y problemas sociales deben ser prácticas de los profesionales de las bibliotecas para responder y hacer frente a las dificultades económicas. Con ello podrán convertir la crisis económica en una oportunidad de incrementar su utilidad y lograr el máximo reconocimiento de su labor informativa, educativa, cultural y social.

María José Esteban - Biblioteca Regional de Murcia - Sección Referencia e Información Bibliográfica.



(Divulgado por Oscar M C - Enviado para "biblio-progresistas" em 28/02/2010)

MEU PEQUENO CACHOEIRO/MEU PEQUENO AACR

http://www.ofaj.com.br/debastandos_conteudo.php?cod=121

MEU PEQUENO CACHOEIRO/MEU PEQUENO AACR

Meu pequeno Cachoeiro
(Cachoeiro de Itapemirim)
Roberto Carlos
Composição: Raul Sampaio


Eu passo a vida recordando
de tudo quanto aí deixei
Cachoeiro, Cachoeiro
vim ao Rio de Janeiro
p'ra voltar e não voltei!

Mas te confesso na saudade
as dores que arranjei pra mim
pois todo o pranto destas mágoas
ainda irei juntar nas águas
do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce Terra onde eu nascí!

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce Terra onde eu nascí!

Recordo a casa onde eu morava
o muro alto, o laranjal
meu flambuaiã na primavera
que bonito que ele era
dando sombra no quintal

A minha escola, a minha rua
os meus primeiros madrigais
ai como o pensamento voa
ao lembrar a Terra boa
coisas que não voltam mais!

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce Terra onde eu nascí

(Falando)

- Sabe meu Cachoeiro,
eu trouxe muita coisa de você
e todas essas coisas me fizeram saber crescer
e hoje eu me lembro de você,
me lembro e me sinto criança outra vez!

(Cantado, novamente)

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce Terra onde eu nascí!!!
Meu pequeno AACR


Versão: Fernando Modesto


Eu passo a vida catalogando
De tudo quanto encontrei
AACR, AACR
Te li por inteiro
Pra catalogar e me cansei

Mas te confesso na verdade
As dores que arranjei pra mim
Pois todo o peso das tuas páginas
Deu câimbras que nem as águas
Conseguem tirar de mim

Meu pequeno AACR
Insisto utilizando a ti
Ai que desejo de novas regras
Claras regras
doce regra onde eu possa refletir!

Meu pequeno AACR
Insisto utilizando a ti
Ai que desejo de novas regras
Claras regras
doce regra onde eu possa refletir!

Recordo o suporte que eu tratava
O disco de vinil, o cartão postal
Seu suporte agora já era
Novo código outra esfera
Aflorando RDA como tal

Na minha escola, a disciplina
Representação dos materiais
Ai como o pensamento destoa
Ao lembrar de regra boa
Só para coisas não digitais

Meu pequeno AACR
Insisto utilizando a ti
Ai que desejo de novas regras
Claras regras
doce regra onde eu possa refletir!

(Choramingando)

- Sabe meu AACR
Eu tiro muita coisa de você
E todas essas coisas me ajudaram saber descrever
E hoje eu me lembro de você,
Me lembro e sinto não ser mais sua vez!

(Desafinando novamente)

Meu pequeno AACR
Insisto utilizando a ti
Ai que desejo de novas regras
Claras regras
doce regra onde eu possa refletir!
...




Sobre Fernando Modesto
Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARCEBURGO - MG CONCURSO

Inscrição Candidato Data PORT L E A CE Objetiva Títulos Total Colocação Resultado
003302 MARGARIDA HELUANY COSTE 13/06/1954 7.5 12.5 45 65.00 1 66 1º Classificado

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Taxonomia e Classificação: o princípio de categorização

DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.9 n.4 ago/08 ARTIGO 01

Taxonomia e Classificação: o princípio de categorização

Taxonomy and Classification; the principle of categorization
por Maria Luiza de Almeida Campos e Hagar Espanha Gomes


Resumo: Taxonomia é, por definição, classificação, sistemática e está sendo conceituadas no âmbito da Ciência da Informação como ferramenta de organização intelectual. É empregada em portais institucionais e bibliotecas digitais como um novo mecanismo de consulta, ao lado de ferramentas de busca. Além destas aplicações, a taxonomia é um dos componentes em Ontologias. A organização das informações através do conceito de Taxonomia permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema de maneira lógica através de navegação. Este estudo apresenta o método de categorização bem como os princípios e cânones para elaboração de taxonomias como meios de representação e de acesso, já testado em serviços de informação de diferentes naturezas e propósitos.
Palavras-chave: Taxonomia; Teoria da classificação; Categorização.


Abstract: Taxonomy, according to its definition, is classification, systematics, and now is being considered a tool for intellectual organization in the realm of Information Science. It is used in institutional portals and digital libraries, as a new means for consultation together with search engines. Besides these uses, taxonomy is one of the components of ontologies. Organization of information through taxonomy allows filing, retrieving and communicating information resources in an information system as well as accessing them in a logical way, through navigation. This paper presents the method of categorization as well as principles and canons to build taxonomies as means of representation and access already tested in information services of diferent nature and purposes.

Key words: Taxonomy; Classification theory ; Categorization.
.

Introdução
Tradicionalmente, o acesso às informações em uma base de documentos se dá via busca por palavras chave, através de navegação por uma lista alfabética de tais palavras, ou ainda por busca sobre outros campos, com valores previamente associados aos documentos. No primeiro caso, o uso de operadores booleanos tem permitido recuperação mais precisa, embora, para o usuário final, a seleção de palavras-chaves seja sempre um desafio, pois ele não tem acesso ao vocabulário utilizado na entrada do sistema.

A lista alfabética, por seu turno, por ser prática, mas não lógica, deixa de reunir idéias afins, impedindo, por vezes, que o usuário selecione a palavra mais adequada; além disso, restringe a busca a uma única palavra de cada vez. O terceiro caso, a busca por campo, é certamente útil para aquelas situações em que outros campos são de fato o alvo da seleção pretendida pelo usuário e não a busca por assunto ou conteúdo propriamente dita.

Para ampliar o resultado de uma busca, alguns sistemas permitem que documentos sejam recuperados a partir de palavras significativas presentes no texto. Apesar de sua utilidade em situações específicas, isto apenas produz mais ruído na recuperação, a menos que o usuário tenha a opção de selecionar outros elementos cobertos pela busca (por exemplo, título, palavras-chaves, resumos.)

Recentemente, o uso de taxonomias tem sido adotado por permitir acesso através de uma navegação em que os termos se apresentam de forma lógica, ou seja, em classes, sub-classes, sub-sub-classes, e assim por diante, em quantos níveis de especificidade sejam necessários, cada um deles agregando informação sobre os documentos existentes na base. Uma vantagem desta forma de acesso é a garantia, para o usuário, da melhor seleção do termo de busca, uma vez que as classes contêm tópicos mutuamente exclusivos. No entanto, como nas listas alfabéticas, a recuperação se restringe a um único aspecto, não permitindo o uso de operadores booleanos. ( Bruno & Richmond, 2003; Gilchrist, 2001; Wyllie, 2005)

Entretanto, em qualquer dos modelos de acesso, o sucesso da recuperação depende, basicamente, de alguns fatores:
• É preciso haver um vocabulário-padrão;
• Os termos precisam ser atribuídos segundo critérios previamente estabelecidos, para assegurar consistência no tratamento dos dados;
• O software deve ser adequado às características de tal serviço de informação;
Para contornar a limitação do acesso a um único aspecto, alguns sistemas desenvolvem programas que permitem ao usuário selecionar os vários aspectos disponíveis nas taxonomias e, em alguns casos, utilizar o operador booleano “E” como default.

As taxonomias têm sido bastante empregadas em portais coorporativos e em bibliotecas digitais. Além dessas aplicações, o seu uso tem sido também bastante difundido no contexto da Web Semântica. Aqui, a utilização de taxonomias permite que se estabeleçam padrões de alto nível para a ordenação e a classificação de informação através do uso de mecanismos de herança.

O conceito de herança é um dos conceitos mais poderosos no desenvolvimento de software. As máquinas podem compreender corretamente relacionamentos de generalização e especialização entre as entidades atribuindo propriedades às classes gerais e então assumindo que as subclasses herdam estas propriedades. ( Campos, M. L. M; Campos, M. L. A.; Campos, L.M., 2005).

Para que a Web semântica venha a funcionar de forma efetiva, computadores têm que ter acesso às coleções estruturadas de informações e a conjuntos de regras de inferência que se consolidam através de mecanismos como as ontologias. Estas são meios poderosos de inter-relacionar sistemas e neste contexto elas possuem papel de destaque, como podemos observar através dos componentes que integram uma ontologia, ou seja: Termos e Definições; Classes e subclasses - que podem estar organizadas em uma taxonomia; Relações (também chamadas de propriedades), que devem representar os tipos de interação entre as classes de um domínio; Axiomas que são regras para determinar a verdade das sentenças; e Instâncias que são utilizadas para representar elementos específicos, ou seja, os próprios dados.

Apesar de ainda existirem muitas restrições computacionais na aplicação de taxonomias em sistemas de informação, seu uso permite que se estabeleçam padrões de alto nível para a ordenação e classificação de informação, além de contribuir para que as organizações possam reconhecer e relacionar atividades agregadoras de valor, diminuindo esforços na produção e utilização do conhecimento.

O papel da taxonomia, neste sentido, possibilita também que os usuários possam “aprender” com essas estruturas de conceitos. Um usuário que não seja conhecedor da cultura popular brasileira, por exemplo, usando a hierarquia apresentada na respectiva taxonomia pode aprender os tipos de folguedos1 existentes em determinada região do Brasil.

Em resumo, a organização das informações através do conceito de Taxonomia permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema de maneira lógica através de navegação.

No âmbito da Ciência da Informação as taxonomias podem ser comparadas a estruturas classificatórias como as Tabelas de Classificação, que têm como objetivo reunir documentos de forma lógica e classificada. Atualmente, as taxonomias reúnem todo tipo de documento digital e permitem, diferentemente das estratégias de busca, um acesso imediato à informação. Ao contrário das Tabelas, que oferecem um endereço (notação) que localiza os documentos nas estantes, a taxonomia prescinde de notação.

Este estudo propõe apresentar princípios classificatórios que possam auxiliar na elaboração de taxonomias como um meio de representação e de acesso às informações.

Taxonomia: uma síntese da sua tipologia
A taxonomia ou taxionomia surgiu como Ciência das leis da classificação de formas vivas e, por extensão, ciência das leis da classificação. No ambiente dos sistemas de classificação, das ontologias, da inteligência artificial, é entendida como classificação de elementos de variada natureza.

Tradicionalmente, as taxonomias tiveram por função a classificação das espécies em botânica, e zoologia, adotando uma nomenclatura binária.
Taxonomia é, por definição, classificação sistemática.

O resgate da taxonomia nos sistemas de informação considera a unidade sistemática (taxon) não mais família, gênero, espécie, mas conceitos. Aqui, as classes se apresentam segundo uma ordem lógica, apoiada igualmente em princípios classificatórios.

As taxonomias atualmente são estruturas classificatórias que têm por finalidade servir de instrumento para a organização e recuperação de informação em empresas e instituições. Estão sendo vistas como meios de acesso atuando como mapas conceituais dos tópicos explorados em um serviço de recuperação. O desenvolvimento de taxonomias para o negócio da empresa tem sido um dos pilares da gestão da informação e do conhecimento. (volume de informação requer padronização). (Bayley, K. 2007; Gilchrist, A., 2003; Opdahl, A. L. e Sindre, G., 1994)

Estas taxonomias se caracterizam por:
• Conter uma lista estruturada de conceitos/termos de um domínio.
• Incluir termos organizados hierarquicamente
• Possibilitar a organização e recuperação de informação através de navegação.
• Permitir agregação de dados, diferentemente das taxonomias seminais, além de evidenciar um modelo conceitual do domínio.
• Ser um instrumento de organização intelectual, atuando como um mapa conceitual dos tópicos explorados em um Sistema de Recuperação de Informação.
• Ser um novo mecanismo de consulta em Portais institucionais, através de navegação.
Por outro lado, as taxonomias são restritas em suas possibilidades de exploração por conterem apenas relações hierárquicas e partitivas. Daí a necessidade de serem complementadas com mecanismo de busca, para acesso a outras relações.

Entretanto, a taxonomia como um mecanismo para a organização de dados e informações, pode também conter um vocabulário agregado que permita a recuperação através de busca e não só por navegação. Esta possibilidade de somar outras funcionalidades a uma taxonomia têm criado uma certa discussão entre os pesquisadores no que diz respeito a questões como: Por que o investimento em elaboração de taxonomias tendo em vista que os tesauros são estruturas terminológicas que possuem relações paradigmáticas e sintagmáticas? Não estaríamos retrocedendo adotando um instrumento somente hierárquico?

A resposta a essas questões é muito simples. A função principal de uma taxonomia não é de padronização terminológica para a recuperação da informação, como os tesauros, mas de ordenação/organização de informação e dados. E desta forma, é devido a esta função que as relações paradigmáticas são adotadas especificamente.

Além disso, tanto os Tesauros quanto as Tabelas de Classificação Bibliográfica são instrumentos que estão fora do sistema informatizado, ou seja, são utilizados como documentos referenciais, não possuindo assim mecanismos que permitam a agregação de dados. Entretanto, deve-se considerar que todos esses instrumentos que possibilitam a formação de redes de conceitos estruturados possuem como base uma estrutura classificatória que deve se apoiar em princípios da lógica.

As taxonomias como estruturas classificatórias representam os propósitos de organização intelectual de um dado contexto. Neste sentido, são diferentes dependendo do tipo de organização e de informações que pretendem representar. Os estudos que vêm sendo desenvolvidos em nosso grupo de pesquisa 2 apontam para a definição de três tipos de taxonomias:
• Taxonomia canônica, classificação binária (dicotômica), de unidades sistemáticas (família, gênero, espécie)
• Taxonomia de domínio
• Taxonomia de processos e tarefas gerenciais
As duas últimas caracterizam-se por serem policotômicas, ou seja, a partir de um domínio ou tarefa várias divisões são possíveis. Por sua complexidade, requerem um primeiro recorte por categorias e no interior destas várias divisões e subdivisões são possíveis em cada passo de divisão. Estas duas são objetos das pesquisas atuais.

As taxonomias não são neutras. Assim, tanto as taxonomias de domínio como as taxonomias para representação de processos e tarefas gerenciais têm seu recorte determinado pelas características da organização a que servem, bem como os propósitos do serviço.

A taxonomia com princípio classificatório policotômico, independente da área de conhecimento ser disciplinar ou multidisciplinar, possibilita uma organização que representa classes de conceitos com um princípio de divisão (coisas e seus tipos, processos e seus tipos), não priorizando nenhum dos aspectos, sendo os níveis subseqüentes uma simples especificação do primeiro.

Esta forma classificatória se baseia no princípio de categorias conceituais. O que se representa são os diversos aspectos (fenômenos, objetos etc) que ocorrem naquele campo de saber. Como o documento pode tratar de diversos aspectos, este modelo permite agregar e também acessar os documentos sob estes diversos aspectos.

Entretanto, requer um sistema informatizado que possua possibilidades de agregação de informação em mais de uma entrada, além de um sistema de busca avançada. Alguns sistemas internacionais vêm adotando esta modalidade, que pode ser considerada a mais hospitaleira e adequada à dinâmica do conhecimento.

Alguns princípios básicos 3 de classificação adotados nas taxonomias
Ao contrário do princípio dicotômico adotado na concepção de taxonomia original, pode-se, atualmente, construir taxonomias policotômicas, ou seja, onde um elemento é associado a tantas classes, e subclasses quantas necessárias, dentro de um domínio especializado ou uma tarefa.. Fica evidente a magnitude do problema de mapeamento multidimensional de qualquer área especializada.

Alguns princípios básicos de classificação adotados nas taxonomias:
• Categorização, que fornece as bases para a apresentação sistemática
• Cânones, para o trabalho no plano das idéias (princípios para a construção das classes);
• Princípios, para a ordenação das classes e de seus elementos
Categorização

A Categorização é um processo que requer pensar o domínio de forma dedutiva, ou seja, determinar as classes de maior abrangência dentro da temática escolhida. Na verdade, aplicar a categorização é analisar o domínio a partir de recortes conceituais que permitem determinar a identidade dos conceitos (categorias) que fazem parte deste domínio.

Quem primeiro introduziu a noção de Categoria nos sistemas de classificação foi Ranganathan (1967), com suas cinco Categorias Fundamentais:
Personalidade,
Matéria,
Energia,
Espaço,
Tempo.
"Categorias fundamentais" poderiam ser entendidas como "categorias as mais genéricas possíveis e passíveis de se manifestarem de diversas formas, capazes de hospedar todos os objetos da natureza até então conhecidos pelo Homem, e de classificá-los de acordo com sua natureza conceitual, cada um numa e somente numa categoria." Ranganathan pergunta: por que 5 e não 6? "É possível", responde ele; "qualquer pessoa pode explorar isso, pode gostar de seis. O postulado destas Categorias ampliadas poderia ser aceito se produzisse resultados satisfatórios nos arranjos dos assuntos dos artigos ... [na notação] linear".

Vickery (1960,1980) , do Classification Research Group, desenvolve estas categorias propondo o seguinte desdobramento: Coisas, substâncias, entidades que ocorrem naturalmente; produtos; instrumentos; constructos mentais. Suas partes constituintes, órgãos. Sistemas de coisas.Atributos de coisas, qualidades, propriedades, incluindo estrutura, medidas; processo, comportamento. Objeto da ação (paciente). Relações entre coisas, interações, efeitos, reações. Operações sobre coisas; experimentos, ensaios, operações mentais. (Vickery, 1980, Wilson, T. D. 1972).

Kandelaki (1985), teórico russo da Terminologia, propõe nove categorias para a Ciência e a Técnica: categoria dos objetos, dos processos, dos estados, dos regimes, das propriedades, das grandezas, das unidades de medida, das ciências e ramos das ciências,. dos profissionais e suas ocupações. Como se pode observar, as categorias são meta-níveis.

O método de Categorização é, sobretudo, um método para organizar o pensamento, o raciocínio.(GIL, F. 2000) Serve como princípio para organizar, para reunir classes e estas é que são nomeadas, as facetas. Entretanto, além de se constituírem em princípio para organização do raciocínio, as categorias fornecem uma ordem para a disposição dos tópicos numa taxonomia.(Martínez, A. 2004).

Estes tópicos dependendo do contexto, ou seja, da finalidade de aplicação da taxonomia (tipo de instituição, tipo de documento agregado, tipo de usuário) podem ser escolhidos a partir de uma ou de várias categorias. Por exemplo, em uma empresa de óleo Diesel que produz vários Padrões para os processos de produção e distribuição, ela pode utilizar uma única categoria, ou seja, a dos processos. Estes é que norteiam as atividades agregadoras de valor.

No interior de cada categoria, as classes de conceitos são dispostas através de uma organização que deve ser apoiada também por princípios diretivos. Estes princípios foram desenvolvidos e explicitados por Ranganthan em pelo menos três de seus trabalhos, ou seja, Philosophy of library classification. (Ranganthan ,1951); Colon Classification. (Ranganthan ,1963); Prolegomena to Library Classification (Ranganthan ,1967), e constituíram o que ele denominou de Canônes para o trabalho no plano das idéias.

O plano das idéias é o espaço onde os conceitos de um dado domínio são organizados formando um sistema de conceitos, cuja síntese apresentamos a seguir.

Cânones para o trabalho no plano das idéias

No interior de cada categoria os conceitos devem ser organizados em classes. As classes de conceitos são de dois tipos, a saber: cadeias e renques.
Cadeias são séries verticais de conceitos que podem ser genéricas e partitivas. As cadeias genéricas formam uma seqüência de conceitos que respondem à seguinte pergunta: é tipo de? As cadeias partitivas por sua vez respondem à pergunta: é parte de? ou é o todo de?. A cadeia pode assim, ser crescente ou decrescente.

Renques são séries horizontais de conceitos e podem também ser genéricos ou partitivos. Os renques agregam conceitos de mesmo nível organizados a partir de um conceito que respondem à seguinte pergunta: São elementos partitivos ou elementos específicos da classe maior?

Para a organização das cadeias e renques alguns cânones, princípios gerais devem ser seguidos. A seguir apresentaremos estes princípios que conduzem o classificacionista na organização de uma taxonomia, minimizando a subjetividade inerente a qualquer processo classificatório.

Separamos assim em quatro momentos, a saber:
Cânones para Cadeias;

Cânones para Renques;

Cânones para Características de Divisão;

Princípios para ordenação das classes e de seus elementos.
Cânones para Cadeia:

Como as cadeias são séries verticais de conceitos é necessário estabelecer a ordem em que cada conceito deverá está em relação aos outros conceitos. Desta forma, dois princípios são fundamentais:

• Cânone da Extensão Decrescente onde os conceitos de uma série descendente devem crescer em intensão .

• Cânone da Modulação onde a ordem dos conceitos em uma classe de conceitos devem ter uma seqüência que respeite cada elo da cadeia. Não se deve quebrar nenhum elo da cadeia.

Cânones para Renque

Como os renques são formados a partir da reunião de elementos em uma classe, é necessário estabelecer a forma como estes elementos devem ser agregados para formar classes de conceitos.

• Cânone da Exclusividade – o conjunto de elementos de uma classe não deve constituir uma outra classe, ou seja, os elementos de um renque devem ser mutuamente exclusivos.

• Cânone da seqüência Útil – a seqüência dos elementos em uma classe, deve ser útil ao propósito daqueles a quem ela se destina.

• Cânone da Seqüência Consistente – sempre que existirem classes semelhantes à seqüência de seus elementos deve ser paralela em todas aquelas classes, aonde a insistência em tal paralelismo não venha a contrariar outros requisitos mais importantes.

Cânones para Características de Divisão

Alguns princípios são importantes para a ordenação das cadeias. Estes princípios se consolidam no que se denomina de características de divisão, ou seja, os princípios pelos quais as classes podem ser divididas.
Cada característica de um esquema associado de características deve satisfazer os quatro cânones seguintes:

• Cânone de Diferenciação – uma característica usada como base para a classificação de um universo deve fazer a diferenciação de algumas de suas entidades, ou seja, deve dar origem a pelo menos duas classes;

• Cânone de Relevância – uma característica usada como base para a classificação de um universo deve ser relevante para o propósito da classificação;

• Cânone da Verificabilidade – uma característica usada como base de classificação em um universo deve ser definitiva e verificável. Um universo de entidades pode ter muitas características relevantes. Mas nem todas elas são passíveis de verificação. Este cânone enfatiza que apenas as características verificáveis devem ser escolhidas para divisão do universo de entidades;

• Cânone da Permanência – uma característica usada como base para a classificação de um universo continua a ser mantida enquanto não houver mudança no propósito da classificação

A sucessão de características no esquema associado de características deve satisfazer os três cânones seguintes:

• Cânone de Concomitância – em caso algum duas características podem ser concomitantes num esquema associado de características, ou seja, elas não devem dar origem ao mesmo renque de conceitos;

• Cânone da Sucessão Relevante – a sucessão de características no esquema associado de características deve ser relevante para o propósito da classificação;

• Cânone da Sucessão Consistente – a sucessão das características no esquema associado de características deve ser seguida de forma consistente, enquanto não houver mudança no propósito da classificação.


Princípios para ordenação das classes e de seus elementos

A ordenação dos vários elementos nas classes e sub-classes requer alguma ordem em sua seqüência. Vários são os princípios passíveis de adoção:

• Princípio do Posterior-no-Tempo – este princípio ocorre principalmente em fenômenos, processos, atividades. Podem ser citadas como exemplo, as escolas de pensamento, as religiões, os movimentos culturais e artísticos, os planos econômicos de desenvolvimento.

• Princípio do Posterior-na-Evolução - este princípio, como diz o nome, serve para orientar a organização de conceitos ligados a processos evolutivos. É bastante sutil a diferença entre o princípio anterior e este, pois ambos se referem à contigüidade temporal, mesmo porque o conceito de "evolução" embute a idéia de progressão, o que corresponde à transformação de um processo ou de uma idéia no tempo. Taxonomias consideram, por vezes, que existe uma relação partitiva com o todo que está sendo classificado.

• Princípios da Contigüidade Espacial - A seqüência defendida neste Princípio se refere, em geral, a um objeto no todo, quando se necessita ordenar os elementos que o compõem, os quais se apresentam numa disposição espacial, que pode ser numa linha direcional, radial ou circular. Nestes casos, sempre que possível, os assuntos devem ser "arranjados numa seqüência correspondente", exceto quando houver um forte impedimento para arranjos deste tipo. Em geral podem se apresentar em pares antitéticos: a) Entidades numa Linha Vertical - Aqui se incluem os Princípios "de cima para baixo" e "de baixo para cima"; b) Entidades numa Linha Horizontal - o arranjo pode atender os Princípios de Esquerda para Direita, ou de Direita para Esquerda; c) Entidades numa Linha Circular - Dois princípios são propostos: na Direção horária e na Direção anti-horária; d) Entidades numa Linha Radial - Dois Princípios são invocados: da Periferia para o Centro e do Centro para a Periferia; e) Contigüidade Geográfica "...continentes, países, províncias, distritos ou outras divisões administrativas estão numa superfície e não numa linha. Portanto, a contigüidade não pode ser determinada de uma única maneira.

• Princípios para Medida Quantitativa - aqui, também, um par de Princípios é proposto: o de Quantidade Crescente e o de Quantidade Decrescente. A área da Geometria é o exemplo para quantidade crescente, no que se refere ao número de dimensões: linha, plano, três dimensões, cinco dimensões, até n-dimensões.

• Princípio da Complexidade Crescente - Se os elementos de uma série horizontal "mostrarem diferentes graus de complexidade, devem ser arranjados de modo correspondente à seqüência de complexidade crescente, exceto quando qualquer outro forte impedimento o exigir." Em tecnologia industrial, poderíamos pensar em: matéria-prima, produto semi-manufaturado, produto manufaturado."

• Princípio da Seqüência Canônica - este princípio consagra a tradição. Se existe uma ordem tradicional para citar um conjunto de assuntos, então ela deve ser adotada, se for conveniente.

• Princípio da Garantia Literária - este princípio estabelece uma ordem para os assuntos de acordo com a quantidade decrescente de documentos publicados ou a serem publicados. A adoção deste princípio requer cuidado e bom senso

• Princípio da Ordem Alfabética.- não por acaso, a ordem alfabética fica por último. Ela deve ser adotada quando nenhuma das outras seqüências for mais útil.

Um fato a destacar é que a existência de vários princípios não significa que todos tenham que ser adotados. São fatores decisivos para adoção dos princípios: os propósitos da taxonomia, os documentos a serem agregados, a comunidade a ser atendida, o software disponível.


Elaboração da taxonomia
A elaboração de taxonomias é uma atividade que requer do classificacionista um planejamento que inicia com o seu dimensionamento até as etapas de construção propriamente. Os estudos e as experiências desenvolvidas por nosso grupo de pesquisa têm mostrado que alguns princípios são fundamentais para garantir a consistência de sua estrutura classificatória e atender a uma boa recuperabilidade.

No que tange ao dimensionamento das taxonomias, de acordo com Holgate (2004), algumas questões são fundamentais e devem ser observadas pelo profissional que irá se envolver com tal tarefa, a saber:

• Qual o problema que a taxonomia está tendo que responder?
• Qual o tipo e o alcance da informação corporativa?
• Qual o volume do conteúdo de informação agregada?
• Qual a disponibilidade dos especialistas da área para estarem desenvolvendo a taxonomia?
• Qual a arquitetura de informação e informática da organização para suportar uma taxonomia?

Consideramos também, de forma geral, que alguns princípios gerais devem ser adotados na elaboração de taxonomias relativos ao termo, que é o elemento de comunicação e acesso as informações, ou seja:

Comunicabilidade: o termo empregado deve representar a linguagem utilizada pelo usuário;

Utilidade: o nível de especificidade dos termos deve expressar um agrupamento de documentos e não um único documento, ou seja, o termo só é útil quando representativo para um conjunto de documentos; Estimulação: utilizar termos que induzem o usuário a continuar a navegação pelo sistema;

Compatibilidade: os termos empregados representem o campo que se está ordenando, fazendo parte das atividades e funções da organização. (Terra, 2005)

A partir das considerações acima, o classificacionista inicia o que denominamos de desenvolvimento da taxonomia, que se configura das etapas apresentadas a seguir.

Captura do conhecimento
A captura do conhecimento é uma etapa da elaboração da taxonomia em que o objetivo é o levantamento dos assuntos que deverão ser acomodados numa estrutura classificatória, servindo como ponto de acesso à informação.

O levantamento dos assuntos pode-se dar através de entrevistas com especialistas da área, de documentos existentes na instituição, de outros instrumentos classificatórios ou terminológicos.

No caso das entrevistas com especialistas é importante definir a metodologia utilizada para a explicitação do conhecimento tácito do especialista para um conhecimento explícito. Neste sentido, diversas técnicas têm sido empregadas, como por exemplo, a observação participativa, onde o observador (classificacionista) e o observado (especialista), a partir de um contexto apresentado (no caso, exemplos de propostas classificatórias existentes), expressam suas impressões através de discussões consolidadas posteriormente pelo observador, que transforma estas observações em novas propostas, que serão novamente discutidas até se chegar a um modelo adequado que atenda os propósitos da organização.


Análise dos documentos e informações que serão agregados à taxonomia
As Taxonomias têm por finalidade servir de mapa navegacional para uma dada tipologia de documentos/informação, e necessitam de uma estrutura classificatória que expresse a natureza dos documentos agregados. Aqui cabe ressaltar, a diferença apresentada por Ranganthan em seu Prolegomena (1967) quanto aos princípios da classificação de documentos, entre Universo de Conhecimento e Universo de documentos.

O que se pretende representar em taxonomias são os conhecimentos existentes e explicitados por aquela comunidade de especialistas, ou seja, analogamente o Universo de Documentos, e não um pseudoconhecimento que não expressa o contexto e as visões daquela comunidade. Desta forma, as taxonomias agregam documentos, considerando documentos em sua acepção mais ampla, e estas informações/documentos devem encontrar hospitalidade no sistema. Isto evidencia a diferença entre a construção de taxonomias tradicionais para representar o conhecimento de uma área e a construção de taxonomias para organizar e recuperar documentos.


Elaboração da Estrutura Classificatória da taxonomia
Primeiramente nesta etapa é importante definir a tipologia de taxonomia que será representada, de domínio ou voltada para representação de processos e tarefas gerenciais, como apresentada nos itens anteriores. A partir de então consideramos importante estabelecer os princípios utilizados na elaboração de estruturas classificatórias apresentados nos itens anteriores.

Além dessas etapas, a taxonomia é também fruto do modelo de representação adotado; assim, definir a forma representacional e o software utilizado para esta representação é fundamental. Desta forma, é importante investigar formas gráficas de representação, porque em alguns casos estas formas "inibem" as possibilidades representacionais.

Cabe ressaltar que toda taxonomia é fruto de um processo representacional e classificatório e como todo processo desta natureza é um produto de uma construção que representa o estado e visão do conhecimento de seus elaboradores. Entretanto, consideramos fundamental explicitar os princípios pelos quais tais representações foram construídas, pois isto facilita sua alimentação constante.

Validação
A validação pelos especialistas tem, pelo menos, duas funções: uma delas é confirmar o trabalho realizado, a outra, transferir o conhecimento do processo de realização. Desta forma, consideramos imprescindível a validação em todas as etapas de definição da taxonomia, que vão dos estudos dos documentos/informações agregadas até a definição das formas gráficas de representação. Isto permitirá que se possa atingir critérios de comunicabilidade, estimulação e compatibilidade.

Resultados e Discussão
A proposta do estudo teve por objetivo traçar um caminho teórico e metodológico visando auxiliar na elaboração de taxonomias consistentes. Os critérios aqui apresentados se pautaram em estudos teóricos desenvolvidos pelos autores, além de um grande envolvimento em ensino e consultorias em diversas instituições e em variados contextos de conhecimento.

Estas experiências incluem, dentre outros, empresas de tecnologia, instituições que atuam em áreas científicas e tecnológicas, órgãos de cultura e organizações ligadas ao entretenimento. Os diferentes recursos objetos das taxonomias incluem além de textos (de natureza bibliográfica e arquivística), imagens em movimento, pranchas para cenários, plantas baixas, esquemas para produção de objetos, moda, mapas e cartas de diferentes tipos, fotografias originais e manipuladas, para citar os mais características das organizações.

O sucesso dos empreendimentos se deve, em especial, a dois aspectos a serem considerados: primeiro, a adoção de princípios teóricos e metodológicos de classificação consistentes, para que as taxonomias possam ser elaboradas de forma a serem expandidas e, segundo, estar atento para soluções relativas à arquitetura de informação existente para acomodar as taxonomias.

Sobre o primeiro aspecto, consideramos importante a adoção de princípios classificatórios que estejam explicitados para a elaboração de classes de conceitos que possam evidenciar o conhecimento existente em dado domínio de saber ou atividade e possibilitem sempre a inclusão de novos conceitos. Neste sentido, considera-se que etapas de elaboração, como apresentado, devam envolver as seguintes ações:

1. Captura do conhecimento - que pode se dá através de entrevistas com especialistas da área, de documentos existentes na instituição, de outros instrumentos classificatórios ou terminológicos;

2. Análise dos documentos/informações que serão agregados à taxonomia – adequação das informações existentes nos acervos a terminologia apresentada na taxonomia;

3. Elaboração da estrutura classificatória da taxonomia – que deve se pautar nos princípios teóricos de categorização, de formação e de ordenação das classes de conceitos;

4. Validação - se apóia como base para a certificação da proposta classificatória, visando atender as necessidades da comunidade para quem se destina. Esta ação permitirá que possamos atingir critérios de comunicabilidade, estimulação e compatibilidade.


Sobre o segundo aspecto, consideramos que os projetos de soluções de arquiteturas de informação precisam atentar para múltiplas formas de disponibilizar uma taxonomia e de integrá-la inclusive com funcionalidades de busca.

Assim, múltiplos ambientes de busca podem ser oferecidos ao usuário. Sobre este último aspecto, nossa experiência revelou ser necessário trabalho conjunto entre profissionais de informação e computação para a adoção de soluções que possam permitir a elaboração de taxonomias dinâmicas e expressivas.


Considerações finais
A disponibilidade de uma taxonomia fornece ao usuário um guia ao assunto a ser investigado. Esta disponibilidade elimina a necessidade do usuário possuir um entendimento completo do assunto antes de submeter uma pergunta. Ela serve como um guia ao processo de pesquisa, até mesmo de forma educativa, progressivamente revelando áreas de interesse ao usuário. A navegação por categorias, técnica utilizado de acesso à taxonomia, encoraja o pensamento associativo e pode guiar o usuário através de processos de descoberta de informação.

Apesar de considerarmos que as técnicas de navegação por taxonomias não são superiores às outras formas de busca, como por exemplo, as buscas por palavras-chave sendo uma complementar à outra, com o advento dos sítios e portais, a utilidade das taxonomias tem-se tornado mais importante e difundida, pois a navegação é uma interface bem projetada sobre a informação desses sítios ou portais. Então, faz-se necessário que o classificacionista se paute em princípios classificatórios explícitos e consistentes.


Notas

[1]Folguedo - Atividade ritual que se expressa como manifestação coletiva composta de elementos dramático, musical e coreográfico. Em geral, organiza-se ao longo de reuniões periódicas para os ensaios dos integrantes, que são mais ou menos constantes. A divisão de trabalho e a hierarquia interna dos grupos exigem certa permanência, contribuindo para a manutenção de um padrão básico. O folguedo integra dimensões festivas, musicais, estéticas e dramáticas. O componente dramático, nem sempre explicitamente encenado, é sempre identificável nos trajes especiais, na organização de danças, cantorias, embaixadas, cortejos e na existência de personagens. As apresentações ocorrem em ruas e praças públicas, ou em terreiros e estádios, especialmente nos dias de festas do calendário litúrgico ou profano. (Tesauro de folclore e cultura Popular Brasileira).

[2] Grupo de Pesquisa registrado no CNPq Ontologias e Taxonomias: princípios

[3]Estes princípios foram sintetizados a partir do trabalho publicado no site: < http://www.conexaorio.com/biti/revisitando/revisitando.htm > , intitulado Revisitando Ranganthan : a classificação na rede, de autoria de Hagar Espanha Gomes, Dilza Motta e Maria Luiza de Almeida Campos.

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WYLLIE, Jan. Taxonomies: Frameworks for Corporate Knowledge. 2nd. London: Ark Group in association with David Skyrme Associates, 2005.



Sobre os autores / About the Authors:

Maria Luiza de Almeida Campos
mlcampos@nitnet.com.br

Doutora em Ciência da Informação pelo IBICT/UFRJ, Professora Adjunta do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense/Professora do Programa de Pós-Graduação UFF/IBICT.



Hagar Espanha Gomes
hagar.espanha@terra.com.br

Livre-docente pela Universidade Federal Fluminense, Consultora independente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Concurso Público Edital 001/2011 Prefeitura Municipal de Arceburgo – MG - 10/10/2011 4

Gabarito – Concurso Público Edital 001/2011
Prefeitura Municipal de Arceburgo – MG - 10/10/2011
4
04 –Bibliotecário
Questões Letras Questões Letras
Língua Portuguesa Conhec. Específico
01 C 21 B
02 B 22 D
03 A 23 A
04 B 24 C
05 C 25 D
06 D 26 A
07 B 27 B
08 C 28 C
09 D 29 A
10 A 30 B

Leg. Adm. Púbica
31 C
11 B 32 D
12 C 33 C
13 B 34 B
14 C 35 A
15 C 36 A
16 B 37 B
17 B 38 C
18 B 39 D
19 A 40 D
20 D

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Concurso IFAL Análise de prova

Concurso IFAL Análise de prova

36. Inicialmente, a Ciência da Informação foi apresentada como a ciência que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam o fluxo de informação e os meios de processamento de informação para otimizar o acesso e o uso. Dados os enunciados abaixo,
I. O termo Ciência da Informação surgiu no final do século XIX, a partir do trabalho visionário e inovador dos belgas Paul Otlet e Henri La Fontaine.
II. A Ciência da Informação é derivada ou relacionada com vários campos como a matemática, a lógica, a linguística, a psicologia, a tecnologia computacional, as operações de
pesquisa, as artes gráficas, a comunicação, a biblioteconomia, a administração e outros similares.
III. Em 1986 o American Documentation Institute muda seu nome para American Society of Information Science (ASIS), impulsionando o uso do termo em diferentes contextos.
verifica-se que está(ão) correto(s)
A) II, apenas.
B) II e III, apenas.
C) I e III, apenas.
D) I, II e III.
E) I, apenas.

Questão difícil, pois exige um certo conhecimento de CI. De qualquer forma, a opção I claramente está errada, pois Otlet não usava o termo ciência da informação. Ele usava Documentação. A III também está errada, pois a ASIS virou ASIS na década de 60.
GABARITO A
37. Atualmente, a instituição que detém os direitos autorais e é responsável pela manutenção e publicação da Classificação Decimal de Dewey (CDD) é:
A) FEBAB (Federação Brasileira de Associações Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições).
B) OCLC (On-line Computer Library Center).
C) ALA (American Library Association).
D) LC (Library of Congress).
E) IFLA (International Federation Library Association).
CDD é da OCLC. E está na 23 edição.
GaBARITO B
41. Ao realizar uma busca em um OPAC (On-line Public Access Catalog) de uma determinada biblioteca, um usuário obtém como resultado 60 registros bibliográficos, dos quais 24 atendiam satisfatoriamente à sua necessidade de informação. Cada registro corresponde a um item documental daquela biblioteca. Sabe-se que a biblioteca
possui ao todo, em seu acervo, 30 documentos úteis para a demanda do usuário. É correto afirmar que
A) o coeficiente de precisão é 0,2, ou seja, 20%.
B) o coeficiente de precisão é de 0,8, ou seja, 80%.
C) o coeficiente de revocação é 0,4, ou seja, 40%.
D) o coeficiente de revocação é de 0,8, ou seja, 80%.
E) o coeficiente de precisão é maior que o coeficiente de revocação.

Paro Lancaster. Revocação é tudo aquilo que o sistema nos retorna. Logo, se de 30 documentos ele nos retornou, após a busca, 24, logo, o coeficiente de revocação é de 80%. Pois é o total de itens existentes dividido pelo total de itens recuperados. Já o coeficiente de precisão é o total de itens recuperados dividido pelo total de itens que realmente interessam.
GaBARITO D
44. Os sistemas de classificação bibliográfica são instrumentos fundamentais na organização de bibliotecas. A respeito de um destes sistemas, considere as afirmativas a seguir:
I. É composta por sete tabelas de classificação, cada uma mais extensa e minuciosa que a precedente, e possui tabelas auxiliares de forma e de subdivisões geográficas.
II. A primeira tabela pode ser usada para uma coleção no estágio inicial de formação e, com o crescimento do acervo podem ser usadas as tabelas seguintes, mais detalhadas.
III. Sua notação é constituída de letras maiúsculas, algarismos arábicos e ponto.
Trata-se da
A) Expansive Classification.
B) Classificação Decimal Universal.
C) Library of Congress Classification.
D) Subject Classification.
E) Colon Classification.

Achei essa questão uma pegadinha sem necessidade. Poucas pessoas conhecem a Expansive Classification, de Cutter, mas menos famosa que a tabela de Cutter.. Ninguém usa isso no Brasil. Era melhor avaliar se o candidato sabe mais de CDU ou de CDD do que saber se ele conhece as bases da Expansive Classification.
GABARITO A
45. Analise a seguinte situação:
O setor de processamento técnico de uma biblioteca recebe um livro cujo título fora transcrito apenas na capa. A biblioteca utiliza as Regras de Catalogação Anglo-Americanas, 2a edição (AACR2).
Pela situação descrita o bibliotecário responsável pela representação bibliográfica do item acima deve
A) transcrever o título principal conforme aparece no item e exatamente no que respeita a redação, ordem e grafia, mas não necessariamente quanto à pontuação e uso de
maiúsculas, entre colchetes, apenas.
B) deixar a área de título em branco.
C) redigir com suas palavras um título para o item, da forma mais sucinta possível.
D) separar o documento e comunicar a Direção da Biblioteca, para que a equipe tome uma decisão de como proceder.
E) fornecer um título principal extraindo-o do restante do item, entre colchetes, e citar a fonte usada para a descrição em nota.
Bom, confusa essa questão. Pois no caso de não haver folha de rosto, é possível considerar que a capa é a fonte de informação mais segura. Como toda informação utilizada na catalogação mas retirada de fonte diversa da principal, deve estar entre colchetes. A única alternativa que considera colchetes é a E. Correta.
58. Para a aquisição de material bibliográfico as opções são, basicamente, três: compra, doação e permuta. Na administração pública, além do princípio de que as compras
devem ser feitas por meio de processo de licitação, devem ser considerados os seguintes requisitos:
I. O bibliotecário responsável pela seleção do material deve, obrigatoriamente, dar o aceite e receber o material, bem como tombar, catalogar e classificar o mesmo material.
II. É necessário haver sido feito empenho da despesa, ou seja, o comprometimento da importância destinada a honrar determinada despesa.
III. A entrega do material deve ocorrer no mesmo exercício em que foi efetuada a aquisição.
IV. Os recursos devem estar previstos no orçamento, ou seja,
haver disponibilidade orçamentária.
V. Os recursos devem estar liberados, havendo disponibilidade financeira.
Verifica-se que estão corretos
A) II, IV e V, apenas.
B) III e IV, apenas.
C) III e V, apenas.
D) I, II, III, IV e V.
E) I, II, III e IV, apenas.
Note que a opção I usa a palavra obrigatoriamente. Isso já nos leva a desconfiar dela. A III também está errada, pois diz que a entrega deve ser feita no mesmo exercício. Ora, muitas vezes isso é impossível de aconteter se a compra é feita no mês de dezembro, por exemplo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FRBR MODELANDO A CATALOGAÇÃO SEM ANOROXIA

http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=278

FRBR MODELANDO A CATALOGAÇÃO SEM ANOROXIA
[Dezembro/2006]

A catalogação, nos últimos anos, tem experimentado mudanças em suas práticas e teorias, afetadas pelas tecnologias de informação. Aliás, as mudanças não provocam sofrimento, mas saudável inovação, que propicia uma nova dimensão no desenvolver do aparato teórico e em servir como recurso para a gestão e organização do conhecimento impresso, e digital circulante na Internet. Alguns bibliotecários podem achar que as mudanças provocam uma anorexia catalográfica, decorrente de estruturas com poucos metadados e para o qual a magreza descritiva simboliza uma completa representação da informação. Embora haja discordâncias a respeito, para vários catalogadores a “ficha” já caiu, na compreensão das transformações que afetam, atualmente, o trabalho catalográfico.

Sabemos da importância dos Princípios de Paris e das ISBDs, cujas recomendações incentivaram a criação de uma variedade de códigos de catalogação nacionais incorporando elementos novos na discrição e na operacionalização das políticas de controle bibliográfico. Atualmente, começa a consolidar-se o modelo FRBR (Requisitos Funcionais para os Registros Bibliográficos) que apresentam uma maneira de organizar a informação, possibilitando uma obtenção de resultados mais completos para as buscas dos usuários, além de oxigenar a discussão na área da representação descritiva.

O modelo é resultado das resoluções adotadas durante o Seminário sobre Registros Bibliográficos, realizado em Estocolmo, no ano de 1990. As resoluções foram aprofundadas com o trabalho desenvolvido por um grupo de especialistas, entre os anos de 1992 e 1997, com a finalidade de discutir uma estrutura que possibilitasse relacionar os registros bibliográficos às necessidades dos usuários. As ações foram apoiadas e encampadas pelo Comitê Permanente da Secção sobre Catalogação da IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) que, em 2002, constituiu um Grupo de Trabalho sobre FRBR, posteriormente transformado em Grupo de Revisão do FRBR, o endereço eletrônico é: http://www.ifla.org/VII/s13/wgfrbr/index.htm.



Finalidades do Catálogo

Sobre as finalidades do catálogo bibliográfico baseadas nas necessidades do usuário, vale recordar Anthony Panizzi (1797 – 1879), que estando à frente da biblioteca do Museu Britânico, buscou torná-la mais transparente ao público. A intenção era substituir os mistérios de seu funcionamento, por um procedimento que proporcionasse independência do usuário em saber da existência e localização do material procurado. Panizzi entendia que o principal objetivo do catálogo era ser muito mais que uma listagem. Ser um instrumento para transformação da sociedade ao promover acesso ao conhecimento para todas as classes sociais, sem distinção.

Neste sentido, no clássico livro “Introdução à catalogação”, a professora Eliane Mey salienta que as pessoas desejam obter acesso a algum tipo de conhecimento. Assim, compete ao bibliotecário tornar o conhecimento acessível e compatível com as necessidades das pessoas. Em sua reflexão exemplifica: “Como se tornaria impossível aos usuários das bibliotecas, para escolha do mais conveniente, folhear todos os livros, ou ouvir todos os discos, ou manusear todas as outras formas de registro disponíveis no acervo, mesmo que os itens estivessem ampla e corretamente organizados, nós, bibliotecários, elaboramos representações desses itens, de forma a simplificar a busca. Essas representações abrangem tanto o aspecto físico dos itens como seu conteúdo. Com essas representações, criamos instrumentos diversos: bibliografias, catálogos, boletins de serviços de alerta, entre outros” (p.1).

Em suma, ao elaborar a representação de um objeto, descrever seu conteúdo e torná-lo recuperável com visto ao uso, se constrói um meio de comunicação. Comunicação pela qual o usuário é informado sobre os materiais disponíveis na biblioteca, e pode manifestar o seu desejo de obtê-los. Neste aspecto, o FRBR dá continuidade ao objetivo da elaboração de catálogos. O seu diferencial é o aprimoramento que introduz neste processo ao oferecer uma nova perspectiva sobre a estrutura, e as relações dos registros bibliográficos. Contempla propostas, que auxiliam aos responsáveis por códigos de catalogação, os fornecedores de sistemas, e os próprios bibliotecários a repensarem seus produtos para satisfazerem as necessidades dos usuários. Saliente-se, que o FRBR não é um novo código de catalogação ou um novo tipo de ISBD, mas provoca impactos sobre a revisão dos mesmos.


Concepção

A concepção do FRBR baseia-se no modelo de entidade – relacionamento (E-R), compreendida como um modelo lógico orientado ao objeto, e a identificação de entidades e relacionamentos para projeção de banco de dados. No modelo E – R, a entidade é compreendida como objeto do mundo real que pode ser identificado de forma unívoco em relação a todos os outros objetos. Ela pode ser concreta ou abstrata. Os atributos referem-se às diversas características que uma entidade possui, ou propriedades descritivas de cada membro de um conjunto de entidades. O Relacionamento é a associação entre uma ou várias entidades.

O FRBR baseado neste modelo divide-se em três grupos de entidades estruturadas sob os seguintes princípios:

v Grupo 1 – compreende os produtos de trabalho intelectual ou artístico que se descrevem nos registros bibliográficos e que formam a base do modelo: Obra, Expressão, Manifestação e Item.

Ø Obra: entidade abstrata, referente a uma criação intelectual ou artística distinta. É reconhecida como entidade por meio de suas expressões. Esta entidade permite fornecer um nome e elaborar relações com a criação intelectual ou artística. Quando falamos de “Don Quixote de Miguel de Cervantes” enquanto uma obra, não se está referindo a uma edição ou texto específico, mas sim a criação intelectual.

Ø Expressão: refere-se à realização intelectual ou artística específica que assume uma obra ao ser elaborada, excluindo-se aí aspectos de alteração da forma física. Envolve palavras, frases, parágrafos, etc., específicos que resultam da realização ou expressão de uma obra e fornece uma distinção no conteúdo intelectual entre uma realização e outra da mesma obra. Portanto, diferenças tipográficas não constituem uma nova expressão.

Ø Manifestação: é a representação física da expressão de uma obra. Compreende um amplo conjunto de objetos físicos (itens) que podem ser monografias, periódicos, vídeos, etc., que compartilhem as mesmas características no que se refere tanto ao conteúdo intelectual como a forma física. A manifestação possibilita descrever as características compartilhadas.

Ø Item: em muitos casos refere-se a um único objeto físico ou um único exemplar de uma manifestação. Em outras determinadas situações pode compreender mais de um objeto como no caso de uma monografia publicada em três volumes. No Item também está representado o artigo eletrônico recuperado da Internet. Este objeto se pode possuir ou ser visualizado em uma biblioteca digital. O Item, normalmente, compartilha as mesmas características físicas e intelectuais que a manifestação.

v Grupo 2 – agrega as Entidades que são responsáveis pelo conteúdo intelectual, guarda ou disseminação das entidades do primeiro grupo. São duas entidades de fácil compreensão: pessoa e entidade coletiva.

Ø Pessoa: indivíduo responsável pela criação ou realização de uma obra, ou aquele que é assunto de uma obra (biográfico, autobiográfico, histórico e etc.). São definidos como entidade pessoa: autores, compositores, artistas, editores, tradutores, diretores, intérpretes.

Ø Entidade Coletiva: organizações ou grupos de indivíduos ou organizações, inclusive grupos temporários (encontros, conferências, reuniões, festivais, etc.) e autoridades territoriais como uma federação, um estado, uma região, uma municipalidade.

v Grupo 3 – envolve as Entidades que representam o conjunto de temas caracterizadores de uma obra. Inclui as seguintes entidades:

Ø Conceito: uma noção abstrata ou idéia. Abrange abstrações que podem ser temáticas de uma obra: áreas de conhecimento, disciplinas, escolas de pensamento, teorias. Um conceito pode ser amplo ou específico. Ex.: Teoria Quântica.

Ø Objeto: uma coisa material. Abrange uma completa categoria de coisas materiais que podem ser as temáticas de uma obra: objetos animados ou inanimados que ocorrem na natureza, fixos ou móveis; objetos que são produtos da criação humana ou objetos que já não existam. Ex.: Apollo 11.

Ø Evento: entidade que inclui uma variedade de ações, ocorrências ou acontecimentos: histórica, época, período de tempo. Ex.: O século XX.

Ø Lugar: entidade referente a uma localização. Abrange uma série de localizações: terrestres e extraterrestres, históricas ou contemporâneas, características geográficas e jurisdições geopolíticas. Ex.: Ilha de Fernando de Noronha.



Projetos de FRBR


Diversas ações e projetos estão sendo realizados visando aplicar o modelo do FRBR, algumas destas ações estão relacionadas a seguir:

AustLit Gateway – projeto de base de dados bibliográfica (não de catálogo) que apresenta um exemplo de implementação de FRBR. É um experimento aplicado ao mapeamento do corpus literário de textos australianos, ou seja, inclui tanto as bibliografias nacionais que compreendem obras publicadas fora do país como aquelas que abarcam artigos e ensaios ou outros tipos de materiais. Utiliza de uma combinação de conjuntos de dados diferentes e heterogêneos onde se inclui elementos da ISBD. O projeto é fruto da colaboração de várias bibliotecas universitárias australianas e da Biblioteca Nacional.

Virtua – software integrado de biblioteca – desenvolvido pela VTLS (Visionary Technology in Library Solutions), que fazendo jus à sua nomenclatura, introduziu a partir da versão 4.10 a possibilidade das bibliotecas criarem seu próprio catálogo sob modelo FRBR. O sistema permite a coexistência de registros convencionais e FRBR em uma mesma base de dados. O esquema adotado é baseado no sistema de correspondência do MARC 21 e FRBR e toda a interação interna de montagem dos registros se faz via linguagem XML. No site, do fornecedor, é possível encontrar um texto demonstrativo do modelo e dos avanços propostos em matéria de prática catalográfica: http://www.vtls.com.br/demonstracao/demonstracao_arquivos/frbr.pdf, mas o arquivo tem quase 30 Megabytes, e baixa-lo é recomendável acesso via banda larga.

As utilidades bibliográficas também têm se mobilizado na análise e aplicação do modelo, como é o caso da OCLC (Online Computer Library Center) e RLG (Research Libraries Group). As bases de dados, WorldCat da OCLC e o Catálogo Coletivo da RLG (denominado RedLightGreen), estão avaliando o potencial para uso do FRBR.

A OCLC desenvolveu, também, um protótipo FictionFinder que demonstra como os 177 registros bibliográficos, sobre “Cem anos de solidão” de Gabriel García Marquez, podem ser apresentados aos usuários como um único registro da obra, sob o qual se agrupam todas as suas versões lingüísticas e todas as manifestações de cada versão existente.

A Library of Congress desenvolveu um software, denominado “FRBR Display Tool”, que oferece uma visualização hierarquizada de registros bibliográficos obtidos em uma busca no catálogo. Os três níveis superiores do modelo FRBR – Obra, Expressão e Manifestação servem para organizar tais listas hierarquizadas. O programa não permite busca em catálogos bibliográficos, sendo apenas uma ferramenta conversora. Fernanda P. Moreno, em sua dissertação sobre o FRBR, apresenta todo um capítulo comentando a instalação e operação da ferramenta, bem como, as limitação e problemas encontrados na configuração.

Estudo interessante, de aplicação do FRBR, utilizando o software CDS/ISIS, é mostrado por Roberto Sturman, que durante o II Congresso Mundial de Usuários de CDS/ISIS (Salvador - Ba, 20-23 de setembro de 2005), apresentou trabalho “A case study of cataloging software implementation: IFPA (ISIS FRBR Prototype Application)”. Outras informações sobre o protótipo baseado no CDS/ISIS podem ser obtidas no endereço: http://pclib3.ts.infn.it/frbr/FRBR.htm.



Considerações

A inovação do FRBR está em formular um modelo conceitual que possibilita a identificação das entidades, os atributos de cada uma das entidades, e os tipos de relação entre elas.

O FRBR oferece a possibilidade de realizar uma única busca, para encontrar todos os materiais relacionados, mesmo se estes materiais se catalogam em diferentes línguas ou edições, ou com diferentes cabeçalhos de assuntos. É uma nova camada que se pode colocar sobre a catalogação tradicional.

O conceito tradicional de catálogo automatizado se modifica ao adotar um novo modelo de operação, e apresentação de registro bibliográfico, superando limitações nas possibilidades de busca e no desenho das interfaces de consulta.

Um aspecto positivo, observado sobre o FRBR, foi na mudança de foco das discussões técnicas centradas somente na normalização, e nos padrões de intercâmbio bibliográfico, para preocupações sobre: o que os usuários necessitam; como um registro bibliográfico poderia atender satisfatoriamente o questionamento do usuário, ao consultar o catálogo eletrônico. Implica, ainda, revisão e discussão sobre os códigos de catalogação em vigor, formatos de intercâmbio e no desenvolvimento de sistemas de automação. Além da atualização das competências técnicas e habilidades analíticas do catalogador.



Indicação de Leitura

Para maior compreensão sobre o FRBR, recomenda-se a leitura das publicações, em português:

Mey, Eliane S. Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1995.

Assunção, Maria Clara. Catalogação de documentos musicais escritos: uma abordagem à luz da evolução normativa. 2005. Master thesis, Departamento de História, Universidade de Évora.

Moreno, Fernanda Passini. Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos – FRBR: um estudo no catálogo da Rede Bibliodata. Brasília, 2006. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação - CID

Moreno, Fernanda Passini; Arellano, Miguel Angel Márdero. Requisitos funcionais para registros bibliográficos – FRBR: uma apresentação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.3, n.1, p.20-38, jul./dez. 2005.



link sobre o tema:

A case study of cataloging software implementation: IFPA (ISIS FRBR Prototype Application): http://w2isis.icml9.org/activity.php?lang=es&id=13

International Federation of Library Associations and Institutions, "Functional Requirements for Bibliographic Records": www.ifla.org/VII/s13/frbr/frbr.htm

Library of Congress Network Development and MARC Standards Office: www.loc.gov/marc

OCLC FictionFinder: fictionfinder.oclc.org.

RLG's RedLightGreen: www.redlightgreen.com

VTLS's Virtua: www.vtls.com

Sobre Fernando Modesto
Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.